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A saúde em Ananindeua permanece um caos

Uma mensagem enviada, na última semana, a todos os médicos que trabalham em Ananindeua mostra que a situação vivenciada por médicos e pacientes nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s) continua o mesmo caos encontrado no final do ano passado.

Apesar do prazo de dois meses dado pelos médicos das unidades à prefeitura para negociação e melhorias nos locais, quase nada foi feito para melhorar o atendimento aos pacientes.

Entre as pautas discutidas durante a última reunião entre a prefeitura e representantes da categoria, os médicos pediram policiamento 24h nas duas unidades e uma porta que separe a sala de espera dos pacientes dos consultórios médicos na UPA da Cidade Nova, como forma de proporcionar mais segurança aos profissionais. Apesar das promessas da prefeitura de que esses dois pontos seriam resolvidos com urgência, nada foi feito até o momento. “Estamos atendendo vários dias e noites sem policiamento algum. Nos períodos onde não temos o apoio da Guarda Municipal, nossas unidades foram ameaçadas de invasão e novos furtos, porém nada foi feito”, diz o documento.

De acordo com os profissionais, as unidades continuam sem medicações básicas e todos os dias faltam pelo menos três medicações essenciais para qualquer unidade de urgência e emergência. Além do mais, os exames laboratoriais não estão em funcionamento em nenhuma delas.

Redução de Plantonistas – No início deste ano a prefeitura de Ananindeua decidiu reduzir o número de médicos plantonistas que trabalham nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s) do Icuí e da Cidade Nova. Os médicos resolveram paralisar suas atividades como forma de protesto pela redução e reivindicando melhores condições de trabalho e segurança.

Para os médicos, a redução do número de plantonistas é inviável pois a demanda de pacientes que as UPA’s recebem diariamente é enorme. Somente a unidade da Cidade Nova recebe uma média de 450 pacientes por dia. A redução do número de plantonistas significaria uma sobrecarga excessiva de trabalho para os plantonistas e corredores lotados, uma vez que as Unidades Municipais de Saúde (UMS) de Ananindeua não funcionam, o que obriga os pacientes das UMS a recorrerem às UPAs.

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