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Cine Sindmepa estreia com apresentação do filme Filadélfia

Um sonho antigo do Sindicato dos Médicos do Pará se tornou realidade na última sexta-feira (2), com a inauguração do Cine Sindmepa. O projeto visa, periodicamente, receber médicos, acadêmicos e a sociedade em geral para a exibição de filmes que discutam temáticas relevantes à saúde. Ao final de cada exibição os presentes terão a oportunidade de debater sobre o tema em questão com especialistas no assunto.

“O Cine Sindmepa é um projeto antigo que surgiu com a ideia de construir um auditório multiuso adaptado para a transmissão de filmes. A partir deste projeto procuramos fazer parcerias com alguém que goste muito de filmes para fazer a seleção dos mesmos. Nossa ideia é exibir filmes com forte apelo cultural e que permitam o debate em torno do assunto”, afirmou o diretor de comunicação do Sindmepa e idealizador do projeto, Wilson Machado. O diretor disse ainda que, a princípio, o Cine Sindmepa deve ter exibição mensal.

O responsável pela exibição dos filmes e organização do Cine Sindmepa é o estudante de medicina e crítico de cinema, Edvan Brandrão. Brandão explicou que o Cine Sindmepa foi criado nos mesmos moldes do Cine Psiqué, projeto que apresenta filmes com temas sobre saúde seguidos de debate.

O primeiro filme exibido no Cine Sindmepa, “Filadélfia” (1993), mostra o drama de Andrew Beckett (Tom Hanks), um advogado bem sucedido que é sabotado e mandado embora de seu emprego devido ao preconceito de seus chefes pelo fato de ele ter contraído AIDS.

Para a psicóloga da Unidade de Referência Especializada em Doenças Infecciosas e Parasitárias Especiais – Uredipe, Francisca Vidigal, que fez parte da mesa de debate, o diagnóstico do HIV é sempre traumático. “Geralmente causa um grande susto, medo, raiva e às vezes até culpa. Na maioria das vezes esses sentimentos tendem a passar ao longo do tratamento. Mas, infelizmente, o preconceito ainda é muito grande”, disse. A psicóloga completou ainda que tal preconceito pode levar a consequências maiores, como a depressão e até mesmo ao suicídio do portador de HIV.

Além de Frncisca Vidigal, participaram da mesa de discussão a médica infectologista, presidente da Sociedade Paraense de Infectologia (SPI), Socorro Correa; e o organizador do projeto e critico de cinema, Edvan Brandão.

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