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Comitê apresenta principais causas de mortes maternas e infantis no Pará

Doenças que se complicam durante a gravidez é uma das principais causas de mortes maternas no Pará, segundo apontou apresentação da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sespa) durante reunião do Comitê de Mortalidade Materna e Infantil.
De acordo com o comitê, até o ano de 2014 a grande maioria das mortes maternas e infantis não eram investigadas no Pará. Este fato dificultava a prevenção de outras possíveis mortes de mães e recém-nascidos no estado, uma vez que até então não se sabia quais as principais doenças que atingiam este grupo.
Com o aumento da investigação sobre as causas de mortes de mães e bebês, o grupo descobriu que entre as principais causas de mortes maternas investigadas ocorridas nos anos de 2014 e 2015, estão: doenças maternas que se agravam durante a gravidez; eclampsia; hemorragia pós-parto e Embolia de origem obstétrica. Já os principais problemas de saúde que gerou morte de recém-nascidos, neste período, foram: Septicemia bacteriana do recém-nascido (uma infecção bacteriana grave); desconforto respiratório e Pneumonia.

A partir da investigação das causas de mortes existe uma maior facilidade em descobrir problemas de saúde que tem atingido mulheres grávidas e bebês no Pará e de tratar estas doenças a tempo de evitar novos óbitos. O resultado foi significativo para o grupo, uma vez que o número de mortes maternas e infantis têm diminuído no estado. De acordo com os dados, o número de mortes maternas reduziu de 33% para 25%, na unidade neonatal caíram de 16% para 11%; e na UTI pediátrica de 22% para 11%.

Para a diretora do Sindmepa e presidente da Sociedade Paraense de Pediatria, Vilma Hutim, os indicadores da taxa de mortalidade são muito importantes para fazer a análise e investigação das causas dos óbitos. “A investigação aponta os determinantes dos óbitos maternos e infantis e possibilita descobrir se esses fatores foram causados no pré-natal, nascimento ou durante a internação desse bebê ou mãe”, disse. A médica ressalta ainda que caso o motivo do óbito tenha sido causado durante o período de pré-natal, os comitês de vigilância devem informar aos municípios, a fim de prevenir outras mortes pela mesma causa.

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