Demissões na saúde ameaçam atendimento em Parauapebas
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Demissões na saúde ameaçam atendimento em Parauapebas

Sem qualquer critério técnico, médicos e outros profissionais de saúde ligados à Secretaria de Saúde foram demitidos. Um dos demitidos, que não quis se identificar, chegou a citar que lhe foi dito claramente que foram escolhidos aqueles sem apadrinhamento político.
O Secretário Municipal de Saúde, Francisco Cordeiro Leite, declarou que a definição das demissões não foram dele, tendo partido da Secretaria de Administração, pois a folha de pagamento estava ultrapassando o permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O problema é que para definir onde deveriam acontecer os cortes não houve participação dos coordenadores e diretores de área da saúde, que possuem embasamento técnico para fazerem escolhas que gerem o menor impacto no atendimento a população. Até mesmo no Hospital Geral de Parauapebas, setor mais crítico do sistema de saúde, a lista de demissões chegou pronta e sem participação da direção. O criador da tal lista ainda é uma incógnita, mas o impacto do mal feito vai atingir a população imediatamente. Por intermédio de alguns diretores já aconteceram algumas reconsiderações. Mas ainda tem muito que ser revisto para que a população não pague a conta da ingerência.
A Diretoria do Sindmepa já está entrando em contato com o Gabinete do Prefeito para marcar uma reunião sobre a gravidade da situação. Pelas demissões que já foram consolidadas, a fila de espera da fisioterapia aumenta novamente, três Estratégias Saúde da Família ficam sem médicos e cai mais de 30% as vagas de consulta para a Neurologia e Cardiologia, que são duas especialidades com alta procura pela população, com média de três meses para atendimento.

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