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Demografia Médica 2015: Desigualdade também marca a distribuição de especialistas pelo País

A concentração geográfica de médicos especialistas segue a mesma proporção dos médicos em geral, revela o estudo Demografia Médica no Brasil 2015, divulgado no último dia 30. O Sul e o Sudeste, por exemplo, concentram 70,4% de todos os especialistas. No Nordeste, estão 15,92% dos que têm pelo menos uma especialidade. No Centro Oeste, este percentual fica em 8,72% e no Norte em 3,74%. Todo o estudo pode ser acessado aqui.

A região com o maior número de especialistas é a Sul, que apresenta uma relação de 2,11 especialistas para cada generalista. Na outra ponta está o Norte, onde para cada especialista há um generalista. O Centro-Oeste tem uma razão de 1,96, seguido pelo Sudeste (1,38) e pelo Nordeste (1,17).

O Distrito Federal é a unidade da federação que tem a melhor razão de especialistas, 2,72 para cada generalista. Também têm uma boa proporção de especialistas: Rio Grande do Sul (2,21), Espírito Santo (2,12) e Santa Catarina (2,03). Os seis estados em que o número de generalistas é maior do que o de especialistas são: Rio de Janeiro (0,98), Pará (0,96), Maranhão(0,98), Pernambuco (0,92), Tocantins (0,80) e Rondônia (0,72).

A grande maioria dos médicos especialistas, 70% deles, tem entre 31 e 60 anos. Com os generalistas ocorre o contrário: os eles estão concentrados entre os mais jovens, ou entre os com mais de 60 anos. “É natural que as pontas concentrem os generalistas, pois os mais jovens ainda não tiveram tempo de fazer uma especialização e os mais velhos são de uma época quando não havia a exigência dos atuais critérios de titulação”, explica Mário Scheffer. De acordo com a pesquisa, de 20 a 30 anos, 73,7% dos médicos são generalistas e 26,2%, especialistas. Já entre os acima de 60 anos, 52,3%são especialistas e 47,6%, generalistas. Na faixa dos 31 e 60 anos, apenas 30% não têm especialidade.

 

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Fonte: CFM

 

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