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ESCLARECIMENTO AOS MÉDICOS E À SOCIEDADE

A Federação Nacional dos Médicos publicou nas mídias sociais e em seu site (link: http://www.fenam.org.br/noticia/4328) matéria mentirosa e cheia de calúnias. Em síntese, afirma que os sindicatos que articulam a criação da Federação Médica Brasileira são ligados ao Partido dos Trabalhadores e seus dirigentes são “pelegos”, expressão que no jargão sindical traduz lideranças que traem os interesses de seus representados fazendo o jogo dos patrões. Repudiamos de pronto!

Vários sindicatos médicos brasileiros deliberaram em assembleia a desfiliação da FENAM por discordarem da postura da presidência (gestão 2012-2014) na condução da entidade. A presidência aferrou-se ao poder e dirigiu a entidade de forma autoritária e antidemocrática. Convocou Congresso passando por cima do Conselho Deliberativo, com atitudes fraudulentas na inscrição de delegados e deu um golpe prorrogando o próprio mandato; impediu a participação dos sindicatos em fóruns deliberativos da entidade contratando segurança privada para barrar a entrada de dirigentes no recinto das reuniões; interveio nas Regionais para manipular a escolha do futuro presidente, seu sucessor. Um ditador que elevou sua remuneração a valores muito superiores ao que os médicos recebem durante sua labuta do dia a dia. Por tudo isso decidimos construir outra alternativa para participar do movimento médico nacional de forma democrática. Na Carta de Pernambuco explicitamos, com detalhes, nossas razões e objetivos. Leia a Carta  –  CARTA DE PERNAMBUCO aprovada

​        Sem argumentos políticos, a atual direção da FENAM tenta, sem sucesso, desqualificar os sindicatos e dirigentes que articulam a Federação Médica Brasileira afirmando serem atrelados a partidos políticos. Nos dão a oportunidade de divulgar os princípios que fundamentam a nossa unidade e futura organização: Democracia participativa, Unidade na diversidade, Compromisso com o médico, a medicina e a saúde, Independência e autonomia, Compromisso com o povo brasileiro (detalhes AQUI –  PRINCÍPIOS POLÍTICOS ). Respeitamos a opção política partidária de todos dirigentes sindicais. Filiar-se a partidos é direito de cidadania. Mas temos a mais absoluta independência e autonomia de partidos, governos e todos os patrões. Nosso compromisso inarredável é com os médicos e com a saúde.

Há vários dirigentes ligados a partidos governistas em cargos na Federação Nacional dos Médicos. Não é essa a questão que nos divide. O que somos diferentes é na qualidade do trato com a organização sindical e com o movimento médico. Respeitamos e defendemos os médicos, a medicina e a saúde do povo brasileiro.

As ameaças contidas na matéria da FENAM não nos intimidam. Estamos livres da tensão e achaques que muitos de nós sofreram da referida presidência. Nossas energias estão dirigidas para a luta em defesa da categoria médica, da medicina e da saúde. Para isso estamos unidos e construindo uma entidade forte e representativa. Profundamente apoiada pelos sindicatos de base, regionalizada, combativa e democrática. Onde todos os dirigentes sindicais e sindicatos se sintam partícipes do processo de decisão. Onde não há dono, caudilhos ou ditadores baratos. Onde todos se sintam livres e a vontade para construir, para propor, para realizar as imensas tarefas necessárias para defender os interesses da corporação médica.

Aos dirigentes da FENAM desejamos que sigam seu caminho. Trilhem a estrada que escolheram. Façam seu trabalho. A ceifa é grande e os operários são poucos. Abaixem suas armas. O movimento médico tem muito trabalho a realizar e não pode perder tempo com picuinhas e disputas de poder. Os médicos não merecem assistir este deprimente espetáculo.

 

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