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Federação Médica quer discutir precarização do trabalho médico com TST e MPT

O presidente da Federação Médica Brasileira (FMB), Waldir Araújo Cardoso, e o secretário de Assuntos Jurídicos, Casemiro dos Reis Junior, protolocaram nesta quarta-feira (15/02), em Brasília pedido de audiência com o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra da Silva Martins, e com o Procurador Geral do Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ronaldo Curado Fleury. A entidade quer tratar sobre a precarizações dos vínculos de trabalho dos médicos brasileiros.

Contratos irregulares por meio de Pessoa Jurídica, contratos ‘de boca’, sem nenhum documento assinado, generalização de contratos temporários no setor público, são exemplos de situações inaceitáveis que precisamos discutir urgentemente”, explica o presidente da FMB ao destacar que por meio de contratações precárias, os profissionais médicos não têm direito a férias, licença saúde, 13º salário, entre outros direitos trabalhistas. “Com esta forma de contratação são perdidos todos os direitos há décadas conquistados. Queremos exigir o cumprimento da legislação vigente”, destaca Waldir.

O secretário de Assuntos Jurídicos acrescenta que o médico vive hoje em uma situação muito vulnerável que tem preocupado a Federação Médica Brasileira e por este motivo a importância de ampliar a discussão com as autoridades. “É um anseio da categoria  resolver as questões de vínculos trabalhistas. Com a crise financeira que os municípios estão enfrentando, os médicos são os primeiros a serem prejudicados com atraso de pagamento e não podemos nos conformar com isso”, declarou Casemiro.

O pedido de audiências com autoridades em Brasília integra a estratégia da FMB para 2017 na defesa do médico e da saúde.

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