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Hospital oncológico infantil é “primo rico” do HOL

Diretores do Sindmepa visitaram na manhã de hoje o Hospital Oncológico Infantil Otávio Lobo, anexo do Hospital Ophir Loyola (HOL). Construído com cinco andares, o novo hospital dispõe de 98 leitos para atender a crianças e adolescentes de até 18 anos. Participaram da visita os diretores João Gouveia e Renato Bordalo e Hildebrando Costa Ribeiro Junior, ciceroneados pelo diretor do HOL, Luiz Claudio Chaves.

Na visita, os diretores tiveram acesso aos vários setores do hospital, que tem excelentes instalações. No sub-solo há uma garagem com 50 vagas e uma capela mortuária. O térreo abriga a quimioterapia e a emergência oncológica. No primeiro andar, estão 32 leitos distribuídos em enfermarias com dois leitos cada uma. Também nesse andar, uma passarela climatizada liga o anexo ao HOL e ao ambulatório que está sendo construído para atendimento de mamografia, ultrassom e ambulatório médico e deve entrar em funcionamento no ano que vem.

Já no segundo e terceiro andares estão mais 66 leitos distribuídos em enfermarias com dois leitos cada uma. No quarto andar funciona a CTI infantil, com 10 leitos e o centro cirúrgico com quatro salas de cirurgia. No quinto andar estão a administração, fisioterapia, radiologia e o ultrassom.

O Sindmepa constatou na visita que o hospital não dispõe de lavanderia, esterilização, serviço de nutrição, exames laboratoriais e radioterapia. Para suprir as necessidades desses serviços serão utilizadas instalações do HOL ou terceirizados. A proposta é que se faça cirurgias de mama em mulheres, mas não há CTI adulto e nem agência transfusional. “Na verdade, o anexo ainda vai entrar em reforma”, disse o diretor do Sindmepa João Gouveia.

Ele reconheceu as ótimas condições de estrutura de atendimento do hospital, mas questionou como será feita a contratação dos médicos e dos serviços não realizados pelo novo estabelecimento, já que este é administrado por uma Organização Social. “Como será feita essa relação? Será gratuitamente?”. O diretor ironizou ainda que o novo hospital, “em excelentes condições de atendimento e aparelhamento será entregue ao primo rico (OS Pró-saúde) enquanto que o HOL, em condições precárias continua a ser da administração direta (primo pobre)”. Gouveia concluiu que “o que vemos é que o estado vai entregar à população meio hospital”.

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