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Médico da Família: atendimento personalizado garantido

Garantir atendimento personalizado e continuado, este é o dever do médico da família. Este profissional é treinado para solucionar de 80% a 90% dos problemas que podem afetar a saúde física, mental e emocional das pessoas. De acordo com o médico Marco Aurelio Janaudis, secretário geral da Sociedade Brasileira de Medicina de Família (Sobramfa) e professor-adjunto da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ-SP), na base da formação desse especialista está a construção de uma relação sólida entre médico e paciente. É a partir desse ponto que, juntos, poderão tomar decisões que possam impactar a saúde e o bem-estar da comunidade em geral. “Nosso objetivo é que o cuidado médico englobe a educação de pacientes, pais, familiares e cuidadores para que todos possam usufruir de uma vida o mais saudável possível”, diz.

O doutor Marco Aurelio Janaudis nos tira uma série de dúvidas sobre as funções e atribuições do médico da família.

Como essa integração é possível?

Valemo-nos de profissionais bem preparados, que aperfeiçoam-se continuamente e se utilizam dos métodos diagnósticos e terapêuticos necessários – dos mais simples aos mais complexos, logicamente dependendo de cada situação. É um profissional sintonizado com a época atual.

E quais são suas atribuições?

Ele tem um olhar e uma abordagem integral da pessoa, e pode ser consultado para fazer um checkup. Se o paciente tem problemas como obesidade, depressão, ansiedade, pressão alta, diabetes, alterações de colesterol, artrose etc.,pode procurá-lo para diagnosticar, tratar e acompanhá-lo. É sob a orientação de um médico de família que se estabelecerão prioridades e metas junto ao paciente, ajudando-o a atingir seus objetivos de saúde.

Mas como se estabelece a relação médico/paciente nessas consultas?

Este é um ponto importantíssimo. Aqui destacaríamos uma palavra: continuidade. É de suma importância que o médico vá conhecendo seu paciente e vice-versa. Isso para que se possa entender todos os seus problemas, tomar conhecimento dos medicamentos que ele toma ou mesmo para que se consiga atingir as metas de tratamento propostas. Para isso, são fundamentais visitas periódicas ao consultório médico ou mesmo a domicílio, dependendo de cada situação em particular.

Mesmo crianças e gestantes podem ser assistidos por esse especialista?

Sim, o que define nossa atuação não é a idade do paciente, mas sim a demanda da família ou do paciente. Se uma mãe vem ao consultório e pede para que atendamos seu filho, o fazemos com prazer. O mesmo acontece no caso das gestantes. Mas as avaliações do pediatra e do obstetra são importantes. Esta cultura ainda é mais difundida no exterior e as condições estruturais e logísticas para este tipo de atendimento no Brasil ainda devem melhorar.

O Sistema Único de Saúde (SUS) já disponibiliza essa especialidade?

Médicos de família atuam no sistema público e no privado. O Programa de Saúde da Família, no setor público, é responsável por muitos atendimentos diários. Basta procurar uma Unidade de Saúde da Família na sua região. No setor privado é possível marcar consultas em convênios e consultórios particulares.

Com Informações: Revista Viva Saúde

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