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Médicos do PSM do Guamá encerram paralisação de advertência

Após reunião intermediada pelo Sindmepa, ao meio dia de hoje (5), com o secretário municipal de Saúde, Sérgio Figueiredo, médicos do hospital do PSM do Guamá decidiram encerrar o movimento de advertência, deslanchado na manhã de hoje com o objetivo de forçar negociações com a prefeitura de Belém por melhores condições de trabalho e atendimento no hospital. Na reunião, médicos relataram dificuldades de atendimento, falta de segurança e um mínimo de conforto aos pacientes. O secretário garantiu que irá, pessoalmente, amanhã ao PSM, com uma equipe, para verificar o que pode ser feito de forma emergencial para minimizar os problemas. Sergio Figueiredo também garantiu que não haveria retaliações aos médicos que aderiram ao protesto e que a Sesma já efetuou o pagamento de todos os plantões em atraso.

Os problemas graves que cercam o HPSM do Guamá vieram à tona quando do incêndio do HPSM da 14 de março, em junho do ano passado. A partir daí, toda a demanda de urgência e emergência da cidade passou a ser assumida pelo hospital do Guamá. A superlotação do hospital é de conhecimento público e várias reuniões já foram realizadas entre médicos e a equipe de técnicos da Sesma para tentar minimizar os problemas. A revolta dos médicos, só aumentou com o atraso no pagamento dos plantões de dezembro, que deveriam ser pagos até 20 de janeiro, mas só foi efetuado esta semana.

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De acordo com o titular da Sesma, os atrasos de pagamentos no início de cada ano dá-se em função do fechamento do orçamento anual da gestão. “O problema não foi da Sesma, mas do orçamento do município que estava fechado. Não podemos pagar sem o orçamento ser aberto”, explicou. Sergio advertiu que a atitude dos médicos poderia levá-lo a contratar outros prestadores de serviço, enfrentando o Tribunal de Contas dos Municípios e até o Ministério Público.

Diretores do Sindmepa ressaltaram que o movimento foi para chamar a atenção da Secretaria diante de uma série de problemas que enfrentam naquele local e que o município não tem dado solução. “Não tem triagem, perde-se pacientes, não tem medicação básica, não tem espaço físico para atender”, disseram os médicos. Com relação às demandas, não saiu o Plano de Carreira, nem vínculo empregatício, reajuste dos plantões pelo salário mínimo – que havia sido prometido pelo prefeito – Zenaldo Coutinho, e reajuste da gratificação”.

O titular da Sesma confirmou o próximo pagamento para o dia 20 deste mês, conforme cronograma já previamente acertado com o Sindmepa; disse que haverá uma reforma no HPSM do Guamá e que o PSM da 14 será inaugurado em março. Também afirmou que os encaminhamentos de especialidades de otorrino e oftalmo, entre outras, passará a ser feito diretamente das unidades de saúde ao hospital Samaritano.

Participaram da Reunião pelo Sindmepa os diretores Lafayette Monteiro, Wilson Machado e João Gouveia. Além dos médicos do PSM do Guamá: Thiago Araújo, Osmar Carvalho e Luiz Claudio; e uma equipe da Sesma.

2 Comentários

  1. ANTÔNIO VIEIRA SOARES NETO on

    Bom saber do avanço nas negociações.Isso confirma a presença firme e atuante do nosso Sindicato,o que
    confirma a preocupação com a saúde e com a população mais necessitada.

  2. Jane Monteiro Neved on

    O pior de tudo isso é o desconforto das pessoas que realmente necessitam do HPSM.
    O hospital é superlotado com todas as pessoas que poderiam resolver suas melhorias na Atenção Primária Organizada.
    Estive lá no final do ano e vi uma violência contra seres humanos tanto quem estava cuidando como quem estava precisando de cuidados!!!
    BELÉM CADA DIA A MAIS ESTÁ SE DISTANCIANDO DO SUS!!!

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