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Sindmepa Informa – 17.09.2017

CARREIRA MÉDICA 

Uma carreira para médicos semelhante às carreiras militar e do judiciário foi defendida pelo presidente da Federação Médica Brasileira (FMB), Waldir Cardoso, em encontro com integrantes do Ministério da Saúde esta semana. Ele disse que enquanto os governos usam de políticas que não estão resolvendo o problema do vazio assistencial de médicos em algumas regiões brasileiras, a categoria vai continuar lutando pela implantação da carreira médica. Na reunião, sugeriu a criação de um grupo de trabalho formado por entidades médicas representativas para debater o assunto.

YUTAKA 

Denúncias do hospital Yutaka Takeda, de Parauapebas, dão conta de que a direção do hospital baixou norma informando que, cada vez que sejam chamados no sobreaviso, os médicos façam uma justificativa para a hora extra. Uma excrescência sem tamanho. Ser chamado pelo hospital para fazer sobreaviso e ainda ter que justificar a necessidade do trabalho. Cadê as leis trabalhistas?

RETROCESSO 

O Conselho Nacional de Saúde reuniu em Brasília, nos dias 15 e 16 de setembro, para discutir as propostas de mudanças na Política Nacional de Saúde Mental e na Política Nacional de Atenção Básica, ambas com claro indicativo de retrocesso. A primeira, pensa em trazer de volta modelos antiquados de tratamento para portadores de transtornos mentais, que ferem os direitos humanos. Já a discussão sobre Atenção Básica segue após sua revisão ter sido pactuada na CIT (Comissão Intergestora Tripartite) sem que o debate com a sociedade civil tivesse se esgotado.

MORDOMIA 

Usuário recente do HPSM da 14 revelou ao Sindmepa que o diretor do hospital só se desloca para ir e vir de sua residência em veículos, com motorista, da Sesma. Se a informação for procedente é um tapa na cara do cidadão comum que procura o hospital para fazer um curativo e não consegue por falta de fio de sutura. Também incabível frente à justificativa do prefeito – de crise financeira – para congelar salários do funcionalismo por três anos. Mas para a mordomia do diretor, parece não haver crise.

SUSPENSO

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, decidiu suspender os cortes na área da saúde previstos na chamada “Emenda do Orçamento Impositivo” de 2015. Uma grande vitória para o SUS que abre um precedente importante a impedir que ações governamentais possam provocar perdas irreparáveis à atenção básica de saúde no Brasil. O ministro deferiu a liminar da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) 5595 no último dia 31 de agosto. Falta agora a decisão ser mantida pelos seus pares. Vamos torcer.

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