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Sindmepa promove visita técnica a Tucuruí

O diretor administrativo do Sindmepa, João Gouveia, esteve em visita técnica a Tucuruí esta semana onde fez um levantamento dos problemas da saúde no município, reuniu com médicos, conselheiros de saúde e com o provável futuro secretário de saúde de Tucuruí. O principal ponto que provocou a visita técnica foi a demissão de médicos da Atenção básica, por parte da Prefeitura Municipal, o que levou ao fechamento de unidades de saúde, prejudicando o atendimento à população.

“Foi uma atitude unilateral, arbitrária e irresponsável da prefeitura de Tucuruí prejudicial à categoria médica, que está com salários atrasados e atua com péssimas condições de trabalho”, afirmou o diretor, ao reunir com o provável futuro secretário de saúde de Tucuruí, que garantiu intermediar uma audiência com o novo prefeito de Tucuruí, Jones William, e os médicos, antes do Natal.

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Ainda no primeiro dia da visita, o diretor promoveu reunião com os médicos do município, à noite, discutindo sobre a situação da categoria em relação à prefeitura e ao Hospital Regional. Ficou marcado para a próxima semana uma assembleia geral extraordinária para se deliberar sobre todos os pontos de pauta.

A visita incluiu ainda reunião com o Conselho Municipal de Saúde, visita ao hospital regional e à Unacon de Tucuruí, inaugurada em julho deste ano pelo governo do estado. A reunião com o conselho municipal contou com a participação da conselheira estadual de saúde, Silvina Macedo, que estava no município em missão do CES. Os problemas de atrasos de pagamento e condições de trabalho foram detalhados na reunião e os médicos pediram o apoio do Conselho Estadual para se chegar a uma solução para os problemas.

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Conselheiros municipais de saúde e a conselheira estadual participaram da visita técnica promovida pelo Sindmepa ao Hospital Regional na quarta-feira. O diretor João Gouveia comparou as condições do hospital em relação à última visita, realizada em junho deste ano. “Se observou que apesar do hospital dispor de quatro salas de cirurgias, apenas duas estão funcionando para cirurgias de médio e grande porte e uma para pequenas cirurgias. A outra está desativada.

O centro cirúrgico continua sem craniótomo para neurocirurgias; a UTI improvisada na urgência persiste, o laboratório continua sem insumos para realização de cultura sorológica em geral e gasometria. O tomógrafo já está em funcionamento, mas continua a deficiência na esterilização de materiais, entre outros problemas detectados. Todas as falhas serão detalhadas em relatório técnico a ser enviado aos órgãos competentes relacionados à saúde pública do estado. “Há uma nítida percepção de que precisamos ter uma melhor eficiência e eficácia no gerenciamento deste hospital, além de melhorar o diálogo, principalmente com a equipe médica”, resumiu João Gouveia.

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O diretor também visitou a Unidade de média e alta complexidade em oncologia (Unacon), que continua com serviços de bracterapia e radioterapia modulada sem previsão de funcionamento, pois depende de uma série de autorizações da vigilância sanitária e do Conselho Nacional de Energia Nuclear.

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