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Zenaldo garante reajuste anual de plantões extras

O prefeito Zenaldo Coutinho garantiu hoje, em audiência com o Sindmepa, que a partir de 2016 os plantões extras realizados por médicos na rede pública de saúde terão reajustes anuais acompanhando os reajustes dos salários dos servidores públicos municipais. Há anos que os plantões extras não têm qualquer reajuste do governo municipal, tornando defasados os valores praticados nos hospitais e unidades municipais de saúde.

As relações precárias de trabalho mantidas pela PMB com alguns médicos que atuam no município e as dificuldades enfrentadas pelos plantonistas do Guamá e Estratégia Saúde da Família foram os principais assuntos abordados na audiência do Sindmepa com o prefeito. Zenaldo alegou dificuldades financeiras, como a redução dos repasses do ICMS, com perdas de mais de 40 milhões, mas disse que irá analisar os pleitos também de reajuste para todas as gratificações e ESF.

Com relação ao reajuste de plantões para R$ 1.200 pleiteado pela categoria, o prefeito disse que não poderia se comprometer, sem uma avaliação de viabilidade financeira, mas chamaria o sindicato para discutir a pauta em janeiro. Ele garantiu, porém, que os plantões extras a partir do ano que vem passarão a ser reajuste anualmente, acompanhando a reposição anual da folha de pagamento da PMB.

No hospital do Guamá, os problemas de sempre continuam rondando a equipe médica que atende a grande demanda do estabelecimento, triplicada após o incêndio do PSM da 14, como falta de materiais e equipamentos. Dois médicos do Guamá que participaram da audiência relataram falta de luvas cirúrgicas e de roupas especiais de cirurgia; de medicamentos e demora na entrega de resultados de exames laboratoriais.

O diretor do Sindmepa, Wilson Machado, denunciou o contrato feito entre a Sesma e a empresa Amaz Saúde, uma empresa de origem duvidosa, que se diz cooperativa, mas sequer tem cadastro junto ao CRM e que passou a contratar médicos para o PS do Guamá. O prefeito reafirmou que o contrato já foi suspenso e prometeu investigar o caso. Ele argumentou que está buscando um formato ideal de contratação de médicos que funcione em Belém e seja favorável tanto à categoria quanto à população. “Eles (Amaz) garantiram que não haveria plantões descobertos, então achamos que era uma vantagem para o usuário”, argumentou Zenaldo.

Quanto ao atraso no pagamento de plantões, que a Sesma havia se comprometido a pagar até no máximo dia 20 do mês subsequente, continuam acontecendo. O prefeito garantiu que a última parte dos pagamentos foi depositada na última sexta, 27.

Com relação ao fechamento da unidade de saúde do Guamá, unilateralmente, sem qualquer consulta aos médicos que estavam nas escalas daquela unidade, Zenaldo admitiu que “foi um erro da Sesma em não dialogar com a categoria”. Ele argumentou que havia justificativa técnica para o fechamento da unidade, já que a demanda vinha sendo muito baixa, e a Sesma decidiu centrar investimentos na unidade de saúde da Marambaia, que tem demanda bem maior, mas o fechamento sem diálogo “foi um equívoco”.

Em relação ao PCCR dos médicos, Zenaldo prometeu contratar até fevereiro, no máximo, uma empresa especializada para fazer um estudo técnico-financeiro do PCCR e em seguida retomar os entendimentos com o sindicato para torna-lo realidade até o final de junho do próximo ano.

Também participaram da audiência, os diretores do Sindmepa Verônica Costa e José Martins e os médicos Antonio Soares (ESF Riacho Doce), Luis Claudio Cacau e Eder Moreira (PSM do Guamá).

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