Dia Mundial da Alergia: especialista alerta para os cuidados com as alergias na Região Amazônica

Neste Dia Mundial da Alergia, o Sindmepa destaca informações fundamentais sobre alergias, sintomas, tratamentos e prevenção com o médico Bruno Paes Barreto, pediatra, alergista e imunologista, doutor em Ciências pela UNIFESP e coordenador do Departamento de Alergia na Infância da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

Alergias são universais, mas clima da região pode agravar sintomas

As alergias são condições de saúde presentes em todas as partes do mundo, sem distinção de raça ou local. No entanto, segundo o Dr. Bruno, fatores geográficos e climáticos podem influenciar diretamente na intensidade e frequência das crises alérgicas, especialmente na região amazônica, onde o calor e a umidade favorecem a proliferação de ácaros e fungos, principais causadores de rinite e asma.
“O clima quente e úmido propicia a proliferação dos principais vilões das alergias respiratórias. Por isso, quem vive na Amazônia precisa estar ainda mais atento à higiene e ventilação dos ambientes”, explica o especialista.

Como aliviar os sintomas de forma natural
Para quem sofre com alergias, algumas medidas naturais podem ajudar a reduzir os sintomas, como:
• Evitar objetos que acumulam poeira (tapetes, cortinas pesadas, bichos de pelúcia);
• Manter a casa limpa e ventilada;
• Usar desumidificadores de ar;
• Expor-se ao sol para estimular a produção de vitamina D, que ajuda na imunidade;
• Incluir probióticos na alimentação, sob orientação médica.
Embora úteis, o Dr. Bruno reforça que essas estratégias não substituem tratamentos medicamentosos, especialmente em casos mais graves.

Como saber se você tem alergia?
O diagnóstico das alergias pode ser feito por meio de testes de pele ou exames de sangue, principalmente quando envolvem o anticorpo IgE (Imunoglobulina E), comum nas alergias alimentares e respiratórias.

Contudo, nem todas as alergias são diagnosticáveis por exames. Algumas exigem avaliação clínica criteriosa, com histórico médico e observação dos sintomas.

Mudanças sazonais e os impactos nas alergias

No Norte do Brasil, a sazonalidade tem papel importante nas crises alérgicas. Em épocas de chuvas e maior umidade, há aumento de ácaros, fungos e até infecções respiratórias por vírus, o que pode agravar condições como a asma.

“É importante antecipar-se: manter os ambientes secos, arejados e fazer acompanhamento médico pode ajudar a prevenir crises durante o período chuvoso”, recomenda o alergista.

Alergias podem melhorar com o tempo?

Sim. Algumas alergias, como a alergia à proteína do leite de vaca, costumam desaparecer com o crescimento da criança. Já outras, como as alergias respiratórias, podem se agravar se houver exposição constante aos alérgenos. A evolução da alergia depende de cada caso. Por isso, o acompanhamento médico é essencial para avaliar o prognóstico e definir o melhor tratamento.

Novos exames e tratamentos modernos

A medicina tem avançado no diagnóstico e tratamento das alergias. Hoje, é possível identificar com precisão quais proteínas específicas causam alergias alimentares, como no caso do amendoim.

Além disso, o especialista destaca os imunobiológicos, medicamentos modernos e altamente específicos indicados para casos graves de asma, rinite, dermatite atópica e outras condições alérgicas. Apesar do acesso ainda limitado no sistema público, já estão disponíveis na saúde suplementar e particular.

Como reconhecer uma reação alérgica grave (anafilaxia)
Sintomas como rouquidão súbita, falta de ar, inchaço nos lábios ou garganta e queda de pressão podem indicar uma reação alérgica grave. Essas reações geralmente ocorrem logo após o contato com o alérgeno, seja um alimento ou medicamento.

“Pacientes de risco devem ter um plano de ação definido, com medicação de emergência em casa e, se possível, portar uma caneta autoinjetável de adrenalina, que salva vidas em situações de anafilaxia”, alerta o Dr. Bruno.

Convívio social com alergia alimentar: como lidar?
Segundo o especialista, nem toda alergia alimentar é grave. No entanto, pessoas com alergias severas devem ter atenção redobrada ao se alimentar fora de casa e evitar contaminações cruzadas.

É essencial fazer o diagnóstico correto com um alergista para avaliar o risco real de reações graves e definir medidas preventivas.

O Sindmepa reforça a importância da conscientização sobre as alergias, especialmente no Dia Mundial da Alergia, e orienta a população a buscar orientação médica especializada ao menor sinal de reações alérgicas.

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