Junho Laranja: Sindmepa alerta para os sinais da Leucemia e Anemia

Durante o mês de junho, a campanha Junho Laranja ganha destaque com o objetivo de alertar a população sobre duas condições que afetam milhões de pessoas em todo o mundo: a leucemia e a anemia. A proposta é incentivar o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, evitando complicações mais graves.

Conversamos com a dra. Iê Bentes, médica hematologista, que explicou os principais sinais de alerta, fatores de risco e como identificar essas doenças a tempo.

Quais os primeiros sinais da leucemia e da anemia?

A leucemia é uma doença caracterizada pela proliferação anormal de células malignas na medula óssea, que é a fábrica do sangue. Essa produção descontrolada compromete a geração das células sanguíneas normais, provocando uma série de sinais e sintomas. Segundo a dra. Iê Bentes, os primeiros sintomas que devem
acender o alerta são:

  • Redução dos glóbulos vermelhos (anemia): cansaço excessivo, palidez, tontura e palpitações.
  • Queda dos glóbulos brancos: que são responsáveis pela defesa do organismo, facilitando o aparecimento de infecções.
  • Diminuição das plaquetas: células importantes para a coagulação, podendo causar sangramentos espontâneos.

Já a anemia, que pode ter diversas causas, manifesta-se principalmente por fraqueza, fadiga e palidez. A anemia ferropriva, causada pela deficiência de ferro, é a forma mais comum e pode estar associada à alimentação inadequada, aumento da demanda (como na gestação) ou perdas crônicas de sangue, como ocorre em mulheres com fluxo menstrual intenso.

“É importante lembrar que anemia não vira leucemia. São condições distintas, com causas e tratamentos diferentes”, reforça a hematologista.

Fatores de risco: quem deve ficar mais atento?

Segundo a dra. Iê Bentes, exposição à radiação e a substâncias químicas tóxicas são alguns dos fatores que podem aumentar o risco de desenvolver leucemia. Para as anemias, os fatores variam de acordo com o tipo, mas hábitos alimentares inadequados e doenças que causam sangramento crônico estão entre os mais comuns.

Como é feito o diagnóstico precoce?

O diagnóstico precoce começa com a observação dos sintomas e um bom exame físico. “Podemos perceber, por exemplo, o aumento de gânglios no pescoço, axilas ou virilha, além do aumento do baço, percebido como aumento da barriga”, explica a médica.

O exame inicial é o hemograma completo, um exame de sangue que pode indicar alterações importantes, como a presença de blastos (células imaturas que não deveriam estar circulando no sangue). Com base nesses achados, o paciente deve ser encaminhado a um hematologista, que realizará exames mais específicos para confirmar o diagnóstico.

No caso da anemia, a investigação deve considerar a causa específica para que o tratamento seja eficaz. Cada tipo de anemia tem uma conduta terapêutica diferente, e por isso é fundamental o diagnóstico correto.

Atenção salva vidas

O Sindmepa reforça que o Junho Laranja traz uma mensagem clara: prestar atenção aos sinais do corpo e buscar atendimento médico ao menor sinal de anormalidade pode fazer toda a diferença. A leucemia, embora grave, tem mais chances de cura quando diagnosticada precocemente. Já a anemia, comum e muitas vezes negligenciada, pode impactar significativamente a qualidade de vida se não for tratada adequadamente.

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