O Dia Internacional da Mulher é um momento de refletir sobre conquistas, desafios e a importância da presença feminina em diferentes áreas da sociedade. Na medicina, as mulheres têm ocupado cada vez mais espaços de atuação, liderança e transformação, contribuindo para o fortalecimento da profissão e das instituições que representam a categoria.
No Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), essa presença se manifesta de diversas formas: na liderança institucional, no trabalho cotidiano que sustenta a rotina da entidade e também no olhar das novas gerações que começam a construir o futuro da medicina.
Neste Dia Internacional da Mulher, o Sindmepa homenageia três mulheres que representam dedicação, compromisso e inspiração: a presidente do Conselho Regional de Medicina do Pará, Tereza Cristina, a colaboradora Luciana Borges, que há três décadas faz parte da história da instituição, e a estudante de medicina Sarah Câmara, representante da nova geração de médicas.

Mulheres na liderança
Ao longo da história da medicina, as mulheres enfrentaram desafios para ocupar espaços de liderança e reconhecimento profissional. Hoje, esse cenário começa a se transformar.
De acordo com Tereza Cristina, a presença feminina na medicina cresceu de forma significativa e representa uma mudança histórica na profissão.
“Éramos minoria, mas hoje, em 2025, nos tornamos maioria entre os médicos, representando cerca de 51% da categoria”, destaca.
Apesar dos avanços, conciliar a carreira médica com a vida pessoal ainda é um desafio para muitas profissionais. “Enfrentei uma alta carga de plantões e a necessidade de rápida adaptação que o serviço exigia, conciliando com a vida particular e familiar”, lembra.
Para ela, é fundamental ampliar a presença feminina em espaços estratégicos da medicina, como sindicatos, associações e entidades de representação profissional, fortalecendo a atuação das mulheres diante das transformações que impactam a profissão.
“A liderança na medicina não é baseada em hierarquia ou cargos, mas em exemplos, empatia e na capacidade de cuidar de pessoas, não apenas tratar”, afirma.
Histórias que constroem o sindicato
Se a liderança aponta caminhos, o cotidiano do sindicato também é construído por pessoas que, muitas vezes nos bastidores, ajudam a manter a instituição funcionando.
Uma dessas histórias é a de Luciana Borges, que há 30 anos faz parte da rotina do Sindmepa. “Representa experiência, responsabilidade, dedicação e compromisso. Aprendi muito aqui e continuo aprendendo diariamente. Sou muito grata por trabalhar nesta instituição”, conta.
Luciana ingressou no sindicato ainda jovem e, ao longo das décadas, construiu vínculos profundos com o ambiente de trabalho. “Entrei muito jovem, fui acolhida e sou muito feliz por isso. O sindicato é como uma família para mim”, afirma.
Entre as lembranças que marcaram sua trajetória está a convivência com colegas e diretores que fizeram parte da história da entidade.
“Teve muitas pessoas que já entraram, já saíram e algumas que já se foram. O doutor Goveia foi uma pessoa excelente, que se dedicou muito ao sindicato. A partida dele me marcou muito.”
Mesmo atuando nos bastidores, ela sente orgulho de contribuir para o dia a dia da instituição. “Fico contente de cozinhar e preparar a alimentação dos colaboradores e diretores. Eles gostam do que eu faço, e isso me deixa muito feliz.”

O futuro da medicina
O futuro da medicina também passa pelas novas gerações de estudantes que hoje iniciam suas trajetórias na profissão. Entre elas está Sarah Câmara, que representa a presença cada vez mais forte das mulheres no ambiente acadêmico.
Para Sarah, celebrar o Dia Internacional da Mulher em uma instituição que reúne médicas e profissionais da área tem um significado especial. “Estar reunida com essas mulheres neste dia representa conquistas. Muitas lutaram, e ainda lutam, para que hoje possamos exercer a medicina.”
Durante sua formação, ela destaca a importância da representatividade feminina como fonte de inspiração. “Tenho muitas referências, tanto pessoais quanto profissionais. Poder me inspirar em médicas que são exemplo em postura, técnica e atuação política é um privilégio.”
Apesar dos avanços, ela reconhece que ainda existem desafios. “As mulheres conquistaram espaços importantes, mas ainda enfrentamos o machismo e a subestimação da capacidade feminina.”
Mesmo assim, acredita que a perseverança é fundamental.
“O trajeto até a medicina não é fácil. Haverá momentos difíceis, mas é importante lembrar que a medicina vale a pena. Só não passa quem desiste.”

Mulheres que constroem caminhos
As histórias de Tereza Cristina, Luciana Borges e Sarah Câmara mostram que o protagonismo feminino se manifesta de diferentes formas, na liderança, no trabalho cotidiano e na construção do futuro da profissão.
Neste Dia Internacional da Mulher, o Sindmepa celebra essas trajetórias que ajudam a fortalecer a medicina e reafirma o compromisso com a valorização das mulheres que fazem parte da história e do presente da instituição.



