O Sindicato dos Médicos do Estado do Pará (SINDMEPA) alerta a população sobre os riscos graves do uso indiscriminado de canetas emagrecedoras, especialmente aquelas adquiridas sem prescrição médica, sem rastreabilidade e fora do circuito legal.
A recente apreensão de milhares de ampolas de substâncias utilizadas nessas canetas, transportadas de forma irregular e sem nota fiscal, reforça uma preocupação antiga da comunidade médica: o crescimento do mercado clandestino de medicamentos, que coloca vidas em risco.
Medicamentos sem origem comprovada podem estar adulterados
Produtos vendidos ilegalmente podem conter: Dosagens incorretas ou excessivas; Substâncias diferentes das informadas no rótulo; Misturas com outras bases farmacológicas perigosas; Falta de controle de armazenamento, transporte e validade.
Essas alterações aumentam significativamente o risco de reações adversas graves, como:
• Hipoglicemia severa;
• Pancreatite aguda;
• Distúrbios gastrointestinais intensos;
• Complicações cardiovasculares;
• Falência de órgãos;
• Risco de óbito.
O uso dessas medicações não é isento de riscos, mesmo quando prescritas corretamente. Elas exigem avaliação clínica individualizada, indicação precisa, acompanhamento médico contínuo e monitorização de efeitos colaterais.
O SINDMEPA reforça que:
• Nenhum medicamento deve ser usado sem orientação médica;
• Produtos vendidos em redes sociais, aplicativos de mensagens ou sem prescrição representam grave ameaça à saúde pública;
• O “emagrecimento rápido” prometido nessas ofertas pode resultar em danos permanentes ou irreversíveis.
A saúde não pode ser tratada como mercadoria.
O combate ao comércio ilegal de medicamentos é uma responsabilidade coletiva que envolve autoridades, profissionais de saúde e a própria população.
O SINDMEPA apoia as ações de fiscalização e reforça o papel da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na proteção da sociedade contra produtos irregulares.
SINDMEPA – Em defesa da vida, da Medicina ética e da segurança da população.



