No Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, celebrado neste 25 de novembro, o Sindmepa reforça um alerta urgente: apesar de avanços em políticas públicas, a violência contra a mulher continua sendo uma realidade alarmante no Pará, afetando não apenas a população em geral, mas também profissionais da saúde, especialmente médicas.
A violência contra a mulher segue como uma das mais graves emergências de saúde pública no estado.
Em 2024, o Ligue 180 registrou 18.501 atendimentos no Pará, dos quais 2.479 viraram denúncias formais, incluindo 1.332 feitas pelas próprias vítimas e 1.147 por terceiros.
No cenário nacional, o panorama é igualmente preocupante: o Brasil registrou 132.084 denúncias pelo Ligue 180 só em 2024, sendo 38.470 feitas diretamente pelas vítimas e 86.105 de forma anônima. Os dados revelam que a violência de gênero permanece profundamente enraizada no país.
Violência também atinge médicas e profissionais da saúde
A violência não ocorre somente dentro de casa ou nas ruas: ela também alcança os ambientes de trabalho. Pesquisa da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Associação Paulista de Medicina (APM) aponta que 62,6% das médicas já sofreram assédio moral ou sexual durante o exercício da profissão.
Mais da metade relatou agressões verbais ou físicas, mas apenas 10% registraram denúncia formal, e somente 5% tiveram seus casos efetivamente apurados.
O que defende o Sindmepa
Para o Sindmepa, esses números não representam apenas estatísticas: representam médicas e profissionais paraenses que lidam diariamente com situações de vulnerabilidade. Por isso, a entidade cobra medidas mais firmes e eficazes, como:
• Adoção de protocolos claros nas unidades de saúde para acolhimento e notificação de violência contra pacientes e profissionais;
• Capacitação contínua de médicos para identificação de sinais de violência e encaminhamento adequado;
• Criação de canais internos seguros para que médicas denunciem assédio e agressão, com garantia de apoio jurídico e psicológico;
• Ampliação de parcerias com a rede de proteção, incluindo delegacias, centros especializados e serviços de saúde mental, para fortalecer o atendimento às vítimas.
Compromisso permanente
Neste 25 de novembro, o Sindmepa reafirma seu compromisso com a segurança, o respeito e a dignidade de todas as mulheres, sejam pacientes ou profissionais de saúde. A luta contra a violência de gênero exige ação coletiva, contínua e comprometida.
Se você ou alguém que você conhece está sofrendo violência, denuncie.
Ligue 180 — Disque Denúncia Nacional de Violência contra a Mulher.
Atendimento gratuito, sigiloso e 24 horas.



