Neste 1º de dezembro, Dia Mundial de Combate à AIDS, o Sindmepa reforça a importância da prevenção, do acesso ao tratamento e da luta contínua contra o preconceito que ainda cerca a doença.
Desde o início dos anos 1980, quando surgiram os primeiros casos de contaminação humana, o diagnóstico de HIV era praticamente uma sentença de morte. No entanto, os avanços científicos e a criação de terapias mais eficazes transformaram profundamente esse cenário.
O médico generalista e militante do SUS, Dr. Hélio Franco, destaca que o tratamento atual é simples e altamente eficaz. “Nos dias de hoje o controle ficou bem simplificado com o uso de retrovirais. Desde que haja adesão ao tratamento, o controle é muito bom. São dois retrovirais em um único comprimido. Já existe até retroviral injetável de longa duração. Outro avanço importante é a PrEP (profilaxia pré-exposição) e a PEP (profilaxia pós-exposição)”, explica.
Além disso, o médico lembra que a prevenção continua sendo o pilar fundamental no combate ao HIV: “E antes de tudo, o uso de preservativos!”
Apesar dos avanços, o preconceito ainda é um dos maiores obstáculos enfrentados pelas pessoas vivendo com HIV.
“O grande problema ainda é o preconceito, que dificulta a perfeita adesão ao tratamento”, afirma Dr. Hélio.
No Pará, a situação exige atenção redobrada. Entre as doenças consideradas endemias, a AIDS ainda está entre as que mais levam jovens a óbito, cenário que reforça a necessidade de políticas públicas eficazes, campanhas permanentes de conscientização e acesso amplo às estratégias de prevenção e tratamento.
O Sindmepa ressalta que combater o estigma, promover informação de qualidade e garantir assistência adequada são passos essenciais para reduzir novos casos e assegurar dignidade e saúde a todas as pessoas vivendo com HIV. Neste Dia Mundial de Combate à AIDS, a entidade reforça seu compromisso com a defesa da vida, da ciência e de um sistema de saúde igualitário e acolhedor.



