Sindmepa destaca luta por piso salarial e expõe realidade dos médicos em entrevista à TV JC

Nástia Irina atua como porta-voz do Sindmepa e detalha proposta de piso e desafios enfrentados pela categoria no Pará

A diretora do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), Nástia Irina, foi porta-voz da categoria em entrevista que reacendeu o debate sobre a valorização da categoria médica no estado. Em participação à TV JC, a médica detalhou a mobilização em curso para a criação de um piso salarial estadual e expôs a realidade enfrentada por profissionais da rede pública.

Durante a entrevista, Nástia destacou que a remuneração atual dos médicos concursados pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) está muito abaixo do esperado para a responsabilidade da função. “Hoje, o salário base gira em torno de pouco mais de R$ 2 mil, podendo chegar a cerca de R$ 4,3 mil com gratificações. É um valor incompatível com a complexidade e a importância do trabalho médico”, afirmou.

A diretora explicou que o sindicato, com apoio técnico do Dieese, elaborou uma proposta de piso salarial de R$ 13 mil para uma jornada de 20 horas semanais. “Essa proposta busca corrigir uma distorção histórica e, ao mesmo tempo, tornar o serviço público mais atrativo, garantindo a permanência de profissionais qualificados”, pontuou Nástia Irina.

Outro ponto enfatizado por ela foi o impacto direto da baixa remuneração na qualidade do atendimento à população. “Quando há precarização das condições de trabalho, não há possibilidade de construir uma carreira sólida no serviço público. Isso leva à saída de profissionais e enfraquece toda a rede de saúde”, avaliou.

A entrevista também abordou questões sensíveis, como o aumento da judicialização na medicina e os casos de violência contra profissionais dentro das unidades de saúde. “Muitas vezes, o médico se torna um alvo fácil por problemas estruturais que não estão sob seu controle, como a falta de insumos ou de equipes completas”, destacou.

Por fim, a diretora reforçou que a luta pelo piso salarial vai além de uma demanda corporativa. “Essa não é apenas uma pauta da categoria. É uma medida que impacta diretamente a população, porque melhores condições de trabalho significam melhor qualidade no atendimento”, concluiu.

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