Neste 24 de março, Dia Mundial de Combate à Tuberculose, o alerta se volta para a realidade da doença no Pará. Os dados mais recentes apontam mais de 5 mil casos e mais de 300 mortes no estado. Apesar de ter diagnóstico acessível e tratamento eficaz, o principal desafio ainda é garantir a adesão dos pacientes.
Segundo o médico generalista Hélio Franco, a interrupção do tratamento segue como um dos principais entraves no combate à doença. “O diagnóstico é relativamente fácil e o tratamento é eficaz, mas ainda enfrentamos muita dificuldade com a continuidade do uso dos medicamentos pelos pacientes”, destaca.
Outro ponto de atenção é a relação entre tuberculose e HIV. De acordo com o especialista, muitos casos graves estão ligados à interrupção do tratamento contra o vírus. “Ainda é significativo o número de pessoas vivendo com HIV que morrem por tuberculose, principalmente pela falta de adesão aos antirretrovirais”, explica.
Além disso, fatores sociais também influenciam diretamente no avanço da doença. “A tuberculose tem uma ligação muito forte com a insegurança alimentar, moradia precária e vulnerabilidade social. Onde há melhor distribuição de renda, ela não prospera”, completa.
O Sindicato dos Médicos do Estado do Pará (SINDMEPA) reforça a importância do diagnóstico precoce e da continuidade do tratamento como principais formas de controle da doença.



