A dor nas costas é uma das queixas mais frequentes nos consultórios médicos e pode afetar pessoas de todas as idades. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% da população mundial terá episódios de dor na coluna ao longo da vida. Embora nem toda dor represente um problema grave, saber identificar os sinais de alerta é fundamental para evitar complicações.
Um estudo divulgado pela OMS apontou que as dores crônicas já fazem parte do cotidiano de 36,9% dos brasileiros com mais de 50 anos.

De acordo com o ortopedista e traumatologista, João Rufino, o ideal é procurar atendimento médico quando a dor persistir por mais de quatro a seis semanas. “É importante ficar atento a sintomas como dor irradiada para pernas ou braços, formigamentos, perda de força, dificuldade de locomoção ou de realizar atividades do dia a dia, além de histórico de traumas, febre e perda de peso sem causa aparente. Esses sinais podem indicar problemas mais sérios, como hérnias de disco, fraturas, estenose do canal medular ou até mesmo tumores”, explica.
Para a dona de casa Maria Lúcia Souza, de 46 anos, a dor deu os primeiros sinais enquanto mudava os móveis de lugar, enquanto organizava a casa. “Com o diagnóstico de escoliose, tive que mudar tudo: alimentação, rotina e até me obrigar a fazer atividade física. Hoje, com caminhadas e musculação, vivo com muito menos dor”, relata.
Causas e prevenção
As causas mais comuns da dor nas costas envolvem má postura, sedentarismo, sobrepeso, estresse, esforços repetitivos e até colchões inadequados. Para o Dr. Rufino, a prevenção deve começar com a adoção de hábitos saudáveis. “A prática regular de exercícios leves, fortalecimento muscular, alongamentos e cuidados com a ergonomia, tanto no trabalho quanto em casa, fazem toda a diferença. Mesmo quem já possui diagnóstico pode conviver bem com o problema, desde que haja acompanhamento adequado. O mais importante é não negligenciar os sinais.”
Segundo ele, o autocuidado é um dos caminhos mais eficazes para garantir qualidade de vida e evitar complicações. “Estar atento às necessidades do corpo é essencial. Muitas doenças podem ser prevenidas ou controladas com pequenas mudanças no dia a dia.”



