No Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo, celebrado anualmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o objetivo é alertar sobre os perigos de um estilo de vida sedentário e incentivar a adoção de hábitos mais saudáveis. A falta de atividade física diária é considerada um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento e agravamento de doenças crônicas.
De acordo com o Dr. Carlos Costa, médico fisiatra, este dia é um lembrete crucial para a população sobre os impactos negativos do sedentarismo. Para o Dr. Carlos, a falta de exercício regular pode desencadear ou agravar uma série de doenças, incluindo doenças cardiovasculares, síndromes metabólicas, problemas neurológicos, dores crônicas e até transtornos psiquiátricos, como ansiedade e depressão.
O impacto do sedentarismo na saúde
A ausência de uma rotina de atividades físicas pode causar desequilíbrios nos sistemas do corpo humano, prejudicando a saúde física e mental. “A simples redução do gasto calórico, ocasionada pelo sedentarismo, leva inicialmente ao ganho de peso e ao aumento dos níveis de glicose no sangue. Isso pode desencadear uma série de problemas como a obesidade e sobrecarga metabólica, que, por sua vez, aumentam o risco de doenças graves, como diabetes mellitus, hipertensão, doenças cardiovasculares, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC)”, explica o Dr. Carlos.
Além das doenças cardiovasculares, o sedentarismo também pode contribuir para o desenvolvimento de doenças crônicas, como hepatopatias, nefropatias e síndromes metabólicas (como a hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia). Segundo o médico, o impacto do sedentarismo na saúde é ainda mais visível quando se fala de doenças crônicas não transmissíveis, que estão diretamente ligadas ao estilo de vida.
A conexão entre atividade física e saúde mental
O Dr. Carlos destaca que, em sua área de atuação, o sedentarismo está diretamente relacionado à dor crônica, uma das condições mais comuns que afeta a qualidade de vida dos pacientes. “A atividade física é essencial para a liberação de substâncias no corpo que ajudam a aliviar a dor e a melhorar o bem-estar geral. A serotonina, por exemplo, regula o sono, melhora a resistência à dor, o humor e o apetite. Já a irisina, descoberta recentemente, tem um papel fundamental no controle de peso, melhora a resistência à insulina e exerce ação anti-inflamatória, além de ajudar na proteção contra doenças neurodegenerativas, como o Mal de Alzheimer e Parkinson”, afirma.
Comprovadamente, a prática regular de exercícios físicos contribui para a recuperação mais rápida de doenças infecciosas, além de melhorar o prognóstico em relação a diversas condições de saúde. “Pacientes que seguem uma rotina de atividades físicas conseguem ter um desempenho melhor no enfrentamento de doenças, tanto agudas quanto crônicas”, ressalta o médico.
Prevenção e benefícios da atividade física
De acordo com o especialista, a mudança de hábitos não precisa ser radical nem imediata. “Não é necessário se tornar um atleta da noite para o dia. O importante é adotar uma rotina gradual, começando com exercícios leves e aumentando a intensidade com o tempo. O ideal é praticar atividades físicas por pelo menos 30 minutos por dia, 4 a 5 vezes por semana. E, para garantir a segurança e os melhores resultados, é fundamental contar com a orientação de um profissional capacitado”, recomenda o Dr. Carlos.
O SINDMEPA (Sindicato dos Médicos do Estado do Pará) reforça seu compromisso com a promoção da saúde e bem-estar dos profissionais da medicina, reforçando a importância da adoção de hábitos saudáveis, como a prática regular de atividades físicas, para a prevenção de doenças e manter uma vida equilibrada. No Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo, o sindicato ressalta que o cuidado com a saúde dos médicos é fundamental, não apenas para garantir um desempenho profissional, mas também para preservar a saúde física e mental dos seus membros.