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Médicos do Samu estão com salários atrasados há três meses, em Capanema

Equipamento de raio X quebrado, salários atrasados dos médicos do SAMU, falta de medicamentos e a inexistência de um hospital público são algumas das dificuldades da área de saúde de Capanema, constatadas em visita técnica ao município feita pelo diretor do Sindmepa, Waldir Cardoso.

Durante visita à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Capanema, Cardoso constatou a falta, ocasionalmente, de medicamentos básicos como dipirona, hioscina, diclofenaco, assim como fita para teste de glicemia. O aparelho de raio X da unidade também se encontra quebrado há duas semanas.

Porém, não são somente os pacientes que carecem de melhor atenção na UPA de Capanema. Os profissionais que atendem na UPA também enfrentam inúmeras dificuldades. Para se ter uma ideia, nenhum desses profissionais possui sequer contrato regulamentar de trabalho que lhe garantam direitos básicos como férias e 13º salário. “A falta de contrato de trabalho nega aos médicos o mínimo e elementar direito trabalhista”, diz Waldir Cardoso.

O município possui apenas três unidades de ambulâncias para resgate. Porém apenas duas circulam no local, já que a terceira se encontra na oficina para reparos.

A maioria dos médicos do Samu são contratados sem nenhum tipo de vínculo, e não possuem qualquer conforto em seu local de trabalho. À noite, os médicos descansam em colchonetes no chão, e não recebem alimentação, apesar dos plantões médicos serem de 12 ou 24 horas. Os salários destes profissionais estão em atraso há 3 meses.

Em conversa com a Promotora de Justiça, Grace Parente, no Ministério Público Estadual, foi colocado em questão a possível compra do Hospital São Joaquim, pelo governo estadual, para transformá-lo em um hospital regional. Grace concordou que financeiramente, seria mais adequado construir um novo hospital do que reformar uma estrutura antiga.

Apesar de tudo, o diretor Waldir Cardoso destaca a grande cobertura das Unidades Saúde da Família, que com um total de 17 unidades, proporcionam mais de 90% de cobertura. “Este percentual de cobertura é algo muito raro no Pará, e merece nosso destaque”, afirma Cardoso.

 

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