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Atendimento na UPA de Ananindeua continua precário

O atendimento a usuários da UPA da Cidade Nova permanece comprometido sem que médicos e a direção da Unidade tenham chegado a um acordo sobre a retomada dos plantões pelos profissionais que prestavam serviços no local. Já com sobrecarga de atendimentos desde o primeiro semestre deste ano, a situação se complicou desde sábado, quando médicos que davam plantão no local decidiram entregar o lugar depois que a Secretaria Municipal de Saúde anunciou a redução no número de plantonistas de seis para três nos plantões de doze horas, gerando insegurança no exercício profissional.

“Consideramos isso uma falta de sensibilidade da Secretaria de Saúde com a  saúde da população”, criticou o diretor do Sindmepa, Waldir Cardoso, ao receber comunicado da direção da UPA de que não iria comparecer à reunião marcada com os médicos alegando não ter sido convocada formalmente para a reunião, mesmo após confirmação de um representante da Secretaria que se identificou como Ronaldo. “Isso só demonstra falta de sensibilidade em ouvir o que a categoria tem a dizer”, afirmou Waldir Cardoso.

Dos 40 médicos que prestavam serviços sem qualquer contrato de trabalho assinado com o município de Ananindeua, cerca de 90% decidiram não aceitar a redução no número de profissionais na escala de trabalho de 12 horas, imposta pela Secretaria por considerarem que isso poria em risco a saúde da população e o próprio exercício profissional. Chamados pela direção da UPA para uma conversa, marcaram reunião para a tarde desta segunda-feira na sede do Sindmepa, com a presença de diretores da entidade. A direção da UPA, no entanto, não compareceu enviando ofício com a justificativa de que não fora convocada formalmente pelo Sindicato.

“Queremos que a Secretaria de Saúde formalize contratos de trabalho conosco para que ambas as partes tenham garantias”, disse o médico Thiago Cavalcante, que tirava plantão na UPA. “Não temos contrato nem carteira assinada e nem direitos trabalhistas elementares”, reclamou o médico, que participou da reunião no Sindmepa.

De acordo com portaria do Ministério da Saúde de junho de 2013, UPAS de porte III, projetadas para atender a cidades de até 600 mil habitantes, deveriam realizar cerca de 350 atendimentos de pacientes por dia. No entanto, a UPA de Ananindeua atende a mais do que o dobro desse número, chegando a 850 pacientes/dia. “Isso torna inviável um plantão de 12 horas só com três médicos. É humanamente impossível”, disse Thiago.

A decisão dos médicos de entregar o lugar será comunicada formalmente ao CRM pelo Sindmepa e pelos próprios médicos. “Vamos manter o CRM informado sobre os acontecimentos e esperar que a secretaria de saúde se manifeste para tentar resolver esse problema que afeta a saúde de milhares de pessoas na Região Metropolitana de Belém”, concluiu Waldir Cardoso.

 

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