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NOTA DE DESAGRAVO PÚBLICO

O Sindicato dos Médicos do Pará torna pública a Nota de desagravo em favor da médica Cidia Mariana Silva do Nascimento, vítima de reportagem caluniosa e violadora dos seus direitos como cidadã. Médica do trabalho, formada desde o ano 2008, Cídia teve uma foto publicada em veículo de informação digital de Belém e um Informativo impresso que tem sede no município de Igarapé-Miri. A falsa notícia dava conta de que a médica, taxada de “funcionário fantasma”, teria recebido indevidamente R$ 20 mil no mês de abril por supostos plantões no hospital municipal Santana, sem ao menos morar no Pará.

Bastante abalada com a notícia, a médica procurou a ajuda do Sindmepa para esclarecer a verdade dos fatos, que passamos a relacionar a seguir:

  • Cidia Mariana Silva do Nascimento, portadora do CRM 14266, mora em Belém e tem comprovante de residência da capital paraense desde o final de janeiro deste ano. Ela morou em Manaus, de fato, até meados de janeiro, e não trocou seu endereço em seu perfil nas redes sociais, de onde a informação foi retirada propositalmente de má fé;
  • Trabalha como médica plantonista no Hospital Divino Espírito Santo, no município de Moju por meio de cadastro em uma Cooperativa de Médicos; e na empresa Marborges, também em Moju, contratada como médica do Trabalho;
  • Cadastrou-se no Hospital Santana, de Igarapé-Mirim, onde seu pai é médico e diretor clínico. Mas em março, seu filho precisou de acompanhamento médico em Belém e ela teve que transferir os plantões a um colega – tudo previamente acertado com a direção do hospital e a Secretaria Municipal de Saúde. Como seu nome já estava cadastrado nos plantões, a remuneração pelo valor dos serviços prestados saiu em seu nome, sendo repassado na íntegra ao médico Roberto Márcio de Lima Dória, CRM 6614, que comprovou o recebimento dos valores e fez uma declaração de próprio punho confirmando a troca de plantões;
  • Todas as informações relatadas pela médica são confirmadas com documentos assinados pelo diretor administrativo do hospital, diretor clínico e o secretário de saúde do município, além do próprio médico que substituiu Cídia nos plantões, situação que é comum em estabelecimentos de saúde, desde que seja feita comunicação prévia e haja anuência da gestão, o que foi cumprido pela médica.
  • Pelos fatos relatados, o Sindmepa tem convicção de que a médica foi vítima de calúnia e difamação e nem sequer foi procurada pelos veículos de comunicação para dar sua versão dos fatos. Trata-se claramente de reportagem criada com fins políticos para atingir a imagem do prefeito municipal e que se utilizaram da imagem da médica, demonstrando falta de zelo e qualquer cuidado com a informação que veiculam. É inadmissível em tempos de combate aos “fake news” na internet que veículos de comunicação publiquem informações falsas e sequer procurem ouvir a versão das pessoas envolvidas. A assessoria jurídica do Sindmepa vai tomar medidas judiciais cabíveis para a defesa da honra e da imagem da médica ofendida.

 

Diretoria Colegiada

 

 

 

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