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Sindmepa defende que hospitais regionais atendam vítimas de escalpelamento

O Sindmepa enviou nesta segunda-feira ofício ao Ministério Público do Estado pedindo providências enérgicas com relação aos acidentes de motor com escalpelamento registrados nos rios do Pará. A solicitação é para que o MP interfira junto ao governo do estado para que os hospitais regionais possam atender também a esses casos em caráter de emergência. Já são seis casos registrados este ano desse tipo de acidente, uma média de um por mês. No ano passado, foram seis casos ao longo do ano e em 2017 tivemos só dois casos.

“É inadmissível que tenhamos um hospital de alta complexidade no Marajó e este não atenda adequadamente a comunidade”, disse o diretor Waldir Cardoso que recebeu a informação sobre mais um acidente com escalpelamento na região do Marajó a última quinta-feira.

A menina de 06 anos, Wanessa Monteiro de Souza, perdeu 90% do couro cabeludo quando viajava em uma embarcação familiar. O acidente aconteceu por volta das 22h e a criança foi atendida no Hospital Municipal de Anajás que não tem estrutura para este tipo de atendimento. A alternativa seria o Hospital Regional do Marajó, localizado no município de Breves, mas este só atende a casos regulados pela central de leitos, por ser classificado como “de porta fechada”, atrasando ainda mais o atendimento à menina, que só foi feito no dia seguinte, em Belém. “Entendemos que este tipo de acidente deveria ser atendido no hospital, por se tratar de uma emergência e solicitamos a interferência do Ministério Público junto ao governo do estado para que mais vidas possam ser salvas”, argumenta o ofício enviado pelo Sindmepa.

“Não podemos mais assistir silentes lesões corporais graves ficarem sem qualquer punição. Os donos de barco a motor que não cobrem o eixo central de suas embarcações assumem o risco de acidente e devem ser responsabilizados”, afirma o diretor Waldir Cardoso.

O Sindmepa defende ainda ações mais duras contra os donos de barcos infratores, que navegam sem cobertura do eixo do motor, que pode ser requerida de forma gratuita à Capitania dos Portos. “Essa situação perdura pelo fato de que nada acontece com os donos de embarcações. Estes não são responsabilizados pelos acidentes, mesmo sabendo que devem cobrir o eixo central da embarcação. Entendemos que só o Ministério Público tem a força legal para nos ajudar a acabar com este flagelo que ocorre nos rios do Pará”.

A comissão estadual de combate aos acidentes com escalpelamento informou que vai deflagrar ações preventivas no mês de julho em dez municípios paraenses para prevenir novos sinistros, especialmente nessa época do ano em que as viagens se multiplicam por conta das férias.

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