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Aumento do fundo eleitoral retira verbas da saúde

Para aumentar o fundo eleitoral para as eleições de 2020, a Comissão Mista de Orçamento (composta por deputados federais e senadores) aprovou um aumento de R$1, 8 bilhão elevando para R$3,8 bilhões o fundo eleitoral de 2020, antes previsto para R$ 2 bilhões. Para concretizar o aumento, terão que ser cortados recursos da área social como saúde, educação e infraestrutura. O relator da proposta de orçamento 2020 é o deputado Domingos Neto (PSD/CE). A proposta ainda será votada pelo plenário do Congresso no próximo dia 17 e, posteriormente, será enviada à análise do presidente da República, que pode barrar o aumento.

A Folha de São Paulo divulga em texto publicado ontem que, para aumentar o volume de recursos a serem gastos pelos parlamentares nas eleições do ano que vem, a proposta retira recursos da Saúde (R$ 500 milhões), infraestrutura e desenvolvimento regional (R$ 380 milhões) e Educação (R$ 280 milhões). Os programas Farmácia Popular e Minha Casa, Minha Vida sofreram um corte de R$ 70 milhões cada um, caso a proposta seja aprovada.

O Sindmepa se manifesta contrário ao aumento do Fundo Eleitoral em desfavor de investimentos nas áreas prioritárias do País: “Não se pode admitir que os recursos da saúde, que já estão congelados por 20 anos, sofram mais um golpe para favorecer as campanhas eleitorais do ano que vem”, afirma o diretor do Sindmepa Waldir Cardoso.

“Reduzir ainda mais as verbas para a saúde é piorar a, já ruim, atenção à saúde. A tecnologia baixou os custos das campanhas eleitorais. Não há justificativa plausível para aumentar os recursos para o fundo eleitoral e, pior, retirar dinheiro da área social. Uma perversidade”, conclui.

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