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Consenso pode pôr fim ao impasse entre Sesma e médicos da UPA do Guamá

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Em uma reunião intermediada pelo Sindmepa entre médicos da UPA do Guamá e a diretoria do Departamento de Urgência e Emergência (Deue) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) na manhã desta quarta-feira, no Sindmepa, chegou-se a um consenso sobre a questão envolvendo pediatras da unidade. Os médicos clínicos ameaçaram entregar suas escalas de janeiro diante da informação de que pediatras seriam excluídos das escalas de plantão da UPA, sobrecarregando os clínicos com os atendimentos de adultos e de crianças.

De um total de 14 médicos em um plantão de 24 horas, ficariam 11 médicos no plantão. Isso geraria muitos problemas na virada do ano na unidade, quando a demanda chega às vezes a triplicar de volume. Alguns plantonistas chegaram a entregar suas escalas temendo problemas na virada do ano. Na reunião de hoje, ficou decidido a realização de uma rodada com o novo diretor clínico da UPA, Thiago conceição Ribeiro, para a elaboração conjunta de uma nova escala.

Médicos que participaram da reunião relataram que informações repassadas ao grupo de plantonistas no whatsapp davam conta de que “a escala de pediatria seria excluída e os clínicos passariam a atender a demanda de adultos e crianças”. Em documento que circulou na UPA posteriormente falaram em “redução de quantitativo médico, quando hoje a clínica médica já encontra-se sobrecarregada”, disse a clínica Adriana do Espírito Santo.

 

Os médicos também esclareceram que o atendimento pediátrico deve ser calculado de forma diferente do atendimento normal, por se tratar de paciente “não colaborativo”. “O atendimento pediátrico demanda um maior tempo de atendimento, já que os procedimentos a serem realizados, como suturas, exigem também maior tempo que em pacientes adultos”, argumentam.

Diferentes estatísticas sobre o número de atendimentos da UPA do Guamá podem ter gerado o problema. Segundo o Deue, a média de atendimentos da UPA d’água em 24 horas seria de 290 usuários. Mas dados colhidos pelos médicos no software Rede Bem Estar, que acompanha e atualiza esse tipo de atendimento mês a mês, a média atual de atendimentos é de 339 pacientes em 24 horas. “Ou seja, na prática excede 3 pacientes/hora, resultando em deficiência no quantitativo de médicos, ao contrário do exposto no memorando”, aponta relatório apresentado pelos médicos na reunião.

Para a diretora do Deue, Claudia Vieira Matos, que participou da reunião junto com a assessora do departamento, Lauricéia Valente, é possível se resolver o problema com uma nova disposição de médicos na escala. Um novo diretor clínico foi nomeado para a UPA e os médicos devem sentar e discutir as necessidades da escala com ele. “Na verdade, não vamos falar em pediatras, mas em generalistas, médicos que poderão atender adultos e crianças”, argumentou. O número de médicos necessários ao atendimento deverá ser definido pela equipe junto ao novo diretor clínico.

O diretor do Sindmepa, Wilson Machado, que participou da reunião junto com o diretor João Gouveia, disse que o Sindmepa torce para que as partes cheguem a um consenso, “porque não queremos que a população passe por constrangimentos e problemas na virada do ano, mas também não podemos admitir que os médicos sejam sobrecarregados, o que também acabaria  resultando em um atendimento que não é o ideal para os pacientes”.

 

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