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Carta ao CFM exige um posicionamento frente à pandemia do novo coronavírus no Brasil

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Ex-presidentes e ex-conselheiros do Conselho Federal de Medicina (CFM) lançaram nesta quinta-feira, 14, a Carta ao CFM, onde exigem do órgão uma tomada firme de posição frente à pandemia do novo coronavírus no Brasil. “Conclamamos o CFM a que se manifeste publicamente em defesa da vida da nossa gente; em defesa do exercício de nossa profissão; e em defesa dos milhares de médicos e médicas, bem como de seus companheiros das equipes de saúde, que estão cumprindo os seus deveres profissionais e arriscando suas vidas”, afirmam os ex-conselheiros.

A carta, articulada pelos ex-presidentes do órgão, dentre eles o paraense Waldir Mesquita, foi enviada ao Conselho Federal de Medicina, os médicos questionam o silêncio por parte da entidade diante do cenário trágico que o nosso país enfrenta. Atualmente, o Brasil registra mais de 200 mil mortes por covid-19. E desde ontem o estado do Pará soma 57 mortes de médicos em decorrência do novo coronavírus.

“Somos mais de 500.000 médicos e médicas trabalhando para a população brasileira. Estamos nas emergências; nas UTIs; nos Postos de Saúde; nos hospitais e nas casas dos nossos pacientes. Estamos onde o povo está a necessitar do nosso trabalho e cuidados. E a ele não faltaremos. Mas onde está o Conselho Federal de Medicina (CFM)? Onde está a entidade máxima da categoria médica no Brasil? ”, questiona o documento.

“Não é possível que um órgão com a representatividade do CFM continue se omitindo em questões tão graves para a nossa sociedade e para a categoria médica”, disse o diretor do Sindmepa, Waldir Cardoso, um dos ex-conselheiros do CFM que assina a Carta.

O documento convoca o Conselho a se manifestar em favor da vacinação, visto que as vacinas serão licenciadas pela Anvisa com base em sua segurança e eficácia; que a entidade enfatize a continuidade de medidas como o distanciamento social, higiene pessoal e uso de máscaras, que contribuem para o controle da disseminação do vírus; e que o CFM oriente os médicos sobre o comportamento ético a ser adotado nesta pandemia evitando o uso de condutas terapêuticas sem respaldo científico, bem como a disseminação de informações falsas sobre a doença, tudo no estrito cumprimento do Código de Ética Médica.

Assinaram a carta ao CFM cinco ex-presidentes e 14 ex-conselheiros. Entre os ex-presidentes está o Dr. Waldir Mesquita e entre os ex-conselheiros está o diretor do Sindmepa, Waldir Cardoso. Leia o documento na íntegra: https://bit.ly/38PaVaC

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Sindicato dos Médicos do Pará