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Entidades e lideranças de Santarém apelam a Pazuello para conter a covid no município

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Um documento assinado por 43 entidades e lideranças da área de saúde do município de Santarém, no Baixo Amazonas, oeste do Pará, foi entregue ontem, 18, ao ministro da saúde, Eduardo Pazuello durante visita realizada ao Hospital de Campanha do município. Os signatários do documento, que se intitulam Comitê Popular de Combate à covid 19 em Santarém, solicitam providências urgentes do Ministério para ajudar a conter o avanço da covid 19 no município. Santarém está no bandeiramento vermelho, de alerta para a doença, o que preocupa as lideranças que assinam o documento.

Com a proximidade da cidade de Manaus, que enfrenta uma segunda onda da pandemia ainda mais forte que a primeira, Santarém vive um momento de calamidade sanitária, relata o documento. Os casos de pessoas infectadas vêm aumentando rapidamente, a exemplo do último dia 16, quando a cidade de Santarém registrou o segundo maior dia de óbitos em decorrência da infecção da covid 19, chegando a 12 óbitos confirmados.

No mesmo período ocorreu um crescimento de 31% de internações de pacientes vítimas da Covid 19, bem como, crescimento de 39% na necessidade de acesso a leitos de UTI, ocasionando uma grande fila de espera de pacientes por leito de internação na UTI. Entre confirmadas e suspeitas foram divulgadas mais de 250 mortes nas últimas três semanas, sendo 77 já confirmadas e 181 a espera de resultado.

Com relação à transparência das ações públicas sobre a doença, alertam que não está sendo cumprido pelo município a recomendação de se publicar boletins diários atualizados com dados da Covid. A delegacia sindical do Sindicato dos Médicos do Pará está entre os signatários do documento, representada pela médica Nástia Irina Sousa.

“Nenhuma medida, até o momento, resolve o problema do aumento de contágio diante da falta de vacinas aqui. Então só criar leitos de enfermaria para atender casos leves e moderados não está respondendo a gravidade da situação. O nosso problema aqui é o aumento do número de pessoas doentes pela cepa P1 ou pela covid-19, o aumento de mortes e a falta de vacinas. Leitos não vão resolver esse problema sozinho”, relata a médica Nástia Irina, delegada sindical do Sindmepa na região.

Para os signatários do documento entregue ao Ministro da Saúde, a situação deve ser enfrentada segundo as orientações da OMS como um desafio coletivo, uma vez que a nova cepa do novo coronavírus tem provocado colapso no sistema de saúde e funerário em diferentes estados brasileiros. “Diante de tal realidade, a sociedade tem se mobilizado em ações de solidariedade e alternativas que visem mitigar a referida situação”.

Entre os pedidos ao ministro Pazuello, estão mais vacinas para o Oeste do Pará, ampliação dos leitos de UTI, conclusão do hospital materno-infantil, garantia de testes diagnósticos (sorológicos e molecular) para a população e apoio da Força Nacional aos municípios do Oeste do Pará. Também chamam a atenção para a necessidade de melhor estruturação das unidades básicas de saúde, bem como atualização de pagamentos de servidores da saúde, entre os quais os que trabalharam no hospital de Campanha em 2020, que ficaram sem receber por quatro meses. O Sindmepa enviou ofício ao Ministério Público e ao Ministério Público do Trabalho para intervir na situação. O Sindmepa está entre as entidades que assinam o documento entregue ao Ministro.

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Sindicato dos Médicos do Pará