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Novos membros do Núcleo Acadêmico mostram visão humanista da medicina

Cuidar de pessoas e fortalecer as lutas estudantis e a categoria médica. Esses são os alvos na mira dos acadêmicos de medicina recém-eleitos para a direção do Núcleo Acadêmico do Sindmepa, período 2021-2022.

Representando a Universidade Federal do Pará (UFPA), o Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa) e a Universidade do Estado do Pará (Uepa), eles guardam sonhos e aspirações que revelam uma visão altruísta da medicina como trabalhar por um atendimento mais humano e ajudar a saúde das pessoas no lugar onde eles nasceram.    

É o caso de Belmiro Figueiredo, de 28 anos, aluno do 8° semestre da UFPA. Natural de Oriximiná, no Baixo Amazonas, ele será o primeiro médico da família e conta que pretende trabalhar na região depois de formado. “Quero ajudar a melhorar a saúde das pessoas carentes na região oeste do Pará”, afirma.

Antes de iniciar o curso de medicina, Belmiro concluiu a graduação em enfermagem.

Belmiro candidatou-se à diretoria do NA depois de acompanhar de perto a campanha de vacinação dos estudantes da área da saúde, que teve o apoio decisivo do Núcleo Acadêmico do Sindmepa. “O apoio do NA foi crucial para o desfecho positivo da demanda. E acredito que tenho muito a contribuir como representante estudantil na gestão do Núcleo e muito a aprender com os profissionais que compõem o sindicato”, afirma.

HUMANIZAR

Assim como Belmiro, cuidar de pessoas e contribuir para um atendimento mais humanizado de saúde também faz parte do universo de outros acadêmicos que compõem a nova diretoria. Mariana Quaresma, a mais jovem do grupo, com 18 anos, cursando o 3º semestre de medicina no Cesupa, diz que a medicina a escolheu e pretende deixar seu coração escolher o melhor caminho a seguir. “Onde houver pessoas para cuidar, eu estarei lá”, prevê.

Filha de médica, Mariana relembra que durante a infância já desejava seguir os passos da mãe.

Ana Paula Xerfan, acadêmica do 3° semestre de medicina da UFPA, também ressalta a necessidade de dedicação ao próximo: “Quando sinto que ajudo alguém, presto algum tipo de tratamento ou auxílio, me sinto abençoada e feliz. Sou completamente realizada por fazer parte de um curso tão lindo em que a gente se dedica para o bem-estar do outro”, ressalta a acadêmica.

Também para Beatrice Pacheco, de 19 anos, estudante do Cesupa, ajudar as pessoas é um diferencial em fazer medicina. “Viver da medicina, ajudar os pacientes, entendê-los e contribuir para a comunidade médica. É isso que eu quero”, destaca. Para ela, o ingresso no Núcleo Acadêmico foi uma escolha para conhecer melhor o cotidiano médico, além da teoria, e ter oportunidades de treinamentos e projetos. “Creio que essa aproximação entre médicos e estudantes tem muito a enriquecer ambos os lados e quero trabalhar para isso”, frisa.

Beatrice será a primeira médica da família e diz que busca ter como exemplo seus professores e outros profissionais de seu convívio.
REPRESENTATIVIDADE

Ana Paula Xerfan também destacou as vantagens de estar no Núcleo Acadêmico “A representatividade estudantil é de extrema importância para que todos os acadêmicos consigam um estudo de qualidade. Vi no Núcleo uma oportunidade de contribuir com isso e na conquista de melhorias tanto para a minha faculdade, quanto para a formação de médicos melhores e mais humanizados”, pontua.

Filha de médico, Ana Paula relata que seu pai foi uma das primeiras inspirações para ingressar no curso.

Eunice Costa, aluna do 4° semestre de medicina, também da UFPA, 27 anos, ingressou no Núcleo Acadêmico dando continuidade a uma trajetória de atuação no movimento estudantil. Ela já fez parte da diretoria da Federação Internacional das Associações dos Estudantes de Medicina do Brasi (IFMSA Brasil), onde percebeu a importância dos futuros médicos entenderem mais sobre gestão e política. “É uma honra agora fazer parte do Núcleo Acadêmico do Sindmepa e poder contribuir, agregar e trabalhar em conjunto com o restante da nova equipe e com os diretores do sindicato”, comemora.

Filha de enfermeira, Eunice afirma que o convívio também cultivou o desejo em seguir profissão na área da saúde.

Eduardo Monteiro, 26 anos, aluno do 6º semestre de medicina da UEPA – Campus Belém, também espera ajudar as pessoas na carreira médica “praticando um atendimento humanizado”. Ele se interessou pelo NA ao participar da campanha pela vacinação dos estudantes da saúde: “Vi que o Núcleo Acadêmico conseguiu atuar mostrando algum tipo de força do sindicato. Espero poder contribuir, assim como outros contribuíram, e dar continuidade a esse trabalho, tão útil e necessário atualmente”.

Antes de ingressar no curso de medicina, Eduardo trabalhou no setor administrativo de um hospital.

O Campus da Uepa de Santarém também tem representante na nova diretoria. É Daniel Miranda, 25 anos, que está concluindo o 4° semestre do curso. O acadêmico acredita que fazer parte do Núcleo será uma forma de representar melhor o campus de Santarém no Sindicato dos Médicos do Pará, e promover um melhor intercâmbio entre os acadêmicos de Santarém, de outras faculdades e o sindicato.

Daniel, também pretende trabalhar em seu município ao se formar e acredita na função transformadora da medicina. Ele afirma que um de seus sonhos é ter um hospital “que funcione para atender a população carente, além do atendimento privado”.

Daniel Miranda conta que deseja se especializar em pediatria.

NÚCLEO ACADÊMICO

O Núcleo Acadêmico do Sindmepa foi criado em 2018 a partir de uma iniciativa do diretor Waldir Cardoso que promoveu uma reunião com representantes da IFMSA Brazil. A ideia era aproximar os estudantes do Sindicato, criando um Núcleo para aglutinar ações em favor dos acadêmicos com a participação de membros do Sindicato. Os diretores da IFMSA Brazil escreveram a minuta do regulamento, aprovada pela diretoria colegiada, e posteriormente o estatuto do Sindmepa foi alterado para acolher os acadêmicos como associados de fato.

Acadêmicos associados têm quase todos os direitos de médicos associados, dispondo de descontos em cursos de especialização, estabelecimentos de parceiros, cursos livres de língua estrangeira, além de consultas jurídicas. Desde então, o NA já está na sua terceira diretoria, mantendo firme o compromisso de apoiar as representações e atividades estudantis, além de revelar novas lideranças.

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