sáb

jul 20, 2024

Afiliado a:

Login

Espaço do Médico

sáb

jul 20, 2024

Afiliado a:

Espaço Médio

Pacientes fazem filas por leitos em Hospital de Clínicas do Pará

Médicos denunciaram ao Sindmepa a situação caótica presente na área da Emergência Psiquiátrica do Hospital de Clínicas do Pará. Há informações de que perto de 50 pacientes estão aguardando leitos para internação e os médicos do setor estão sobrecarregados.

De acordo com as denúncias, a razão para o aumento da procura no HC seria a falta de estrutura nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que funcionam precariamente sem médicos psiquiatras para dar conta da demanda.

Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são unidades especializadas em saúde mental para tratamento e reinserção social de pessoas com transtorno mental grave e persistente. Eles devem funcionar com uma equipe multiprofissional reunindo médicos, assistentes sociais, psicólogos, psiquiatras, entre outros especialistas. Nos Caps, os pacientes com problemas psiquiátricos estabelecem vínculos com a equipe médica e de acolhimento.

Nos casos em que o paciente está em crise e há necessidade de um atendimento com contenção química e até contenção física para a segurança do paciente, o mais indicado é o encaminhamento ao hospital de referência, no caso seria o Hospital de Clínicas.

Em Belém, há informações de que os Caps não estariam conseguindo controlar adequadamente os pacientes ambulatoriais levando ao agravamento dos quadros clínicos e consequente procura por leitos no HC. O Sindmepa já entrou em contato com a direção do Hospital, e vai enviar ofício à Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria de Saúde do Pará e ao Ministério Público do Estado comunicando a situação e pedindo providências.

“O local ideal para a atenção à saúde mental é nos CAPS, não é no hospital. Agora, se nos CAPS não temos médicos, psicólogos e assistentes sociais suficientes; se não há medicamentos em quantidade suficiente, os pacientes vão entrar em crise e a única saída é a emergência psiquiátrica do HC. As autoridades de saúde têm que resolver esse problema”, ressalta o diretor do Sindmepa, Waldir Cardoso.

Veja mais

Mais populares: