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Acadêmicos e médicos prestigiam o I Simpósio Acadêmico Aspirante

O I Simpósio Acadêmico Aspirante encerrou a Semana do Médico deste ano, fechando o evento na última sexta-feira, 22. Acadêmicos e médicos compareceram em peso ao Cineteatro do Sindmepa para debater sobre residência médica, mestrado e doutorado, mercado de trabalho e saúde mental, além de prestigiar a peça “Não me Covid”. O público presente ainda participou de sorteios de vários brindes, disponibilizado por patrocinadores do evento.

O diretor geral do NA, Belmiro Vinente Neto foi quem deu início à programação da noite com as boas-vindas aos presentes e convidou o também diretor do Núcleo, Eduardo Monteiro para falar sobre o projeto Acadêmico Aspirante, seus benefícios, deveres e como realizar a associação. Antes de dar início à primeira mesa, a composição da nova diretoria do NA também foi exibida aos estudantes.

O Simpósio teve como organizadores os diretores do Núcleo Acadêmico: Ana Paula Xerfan, Belmiro Vinente Neto, Eunice Costa, Mariana Quaresma, Beatrice Pacheco, Eduardo Monteiro,
Davi Barbosa, Brenda Melo Costa e Luca Dalferth 

O LIVRO

O primeiro palestrante da noite foi o médico cirurgião, coordenador do Centro Estadual de Referência para Doenças do Fígado – FSCMPA e Supervisor da Residência em Cirurgia do Aparelho Digestivo – EBSERH/UFPA, Rafael Garcia. O médico deu início a mesa sobre residência médica mencionando sua história e importância para a formação profissional.

Além disso, Rafael Garcia expos alguns dos desafios enfrentados durante a formação, mas estimulou os jovens a concluírem, pois para ele a residência médica é o padrão ouro de formação. “Especialização não dá a mesma formação que a residência. O que ensina a gente é o paciente, o nosso livro é o paciente”, garantiu o especialista.

O evento contou ainda com a apresentação sobre mestrado e doutorado ministrada pela médica, professora e doutora pela Universidade de São Paulo, Socorro Castelo Branco. Em sua apresentação, a pesquisadora buscou deixar claro para os acadêmicos que mesmo aqueles que optarem por não seguirem o caminho da pesquisa precisarão continuar estudando, pesquisando e buscando mais informações, para que possam usar as melhores evidências cientificas. “Os estudos feitos por pesquisadores da área da saúde geram as evidências científicas para a tomada de decisão”, argumentou a médica.

A primeira mesa redonda do evento reuniu Rafael Garcia, Socorro Castelo Branco e Aurileide Coutinho

A médica plantonista, enfermeira, preceptora e Mestre em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários pela Universidade Federal do Pará, Aurileide Coutinho, também participou do simpósio, abordando o tema Mercado de trabalho no contexto da pandemia. Recém-formada, Aurileide falou sobre as dificuldades enfrentadas no mercado de trabalho durante a pandemia, além de detalhar os desafios enfrentados por médicos recém-formados e experientes neste contexto, como alto índice de afastamento por doença, fechamento de consultórios, jornadas extenuantes e alta mortalidade pelo vírus.

A mesa sobre mercado de trabalho chamou atenção do público presente, principalmente do médico sindicalizado Paulo Augusto Bezerra, de 29 anos, que se identificou com o cenário exposto por Aurileide Coutinho. Formado há mais de um ano pela Universidade Federal do Pará, Paulo atendeu durante a pandemia e tem observado a mudança no mercado de trabalho, após o fechamento de unidades que funcionaram no auge da pandemia.

“As portas abertas para o covid se fecharam, tanto que hoje não tem mais Hangar, tendas em UPAs, não tem mais os centros covid que eu trabalhei em Ananindeua, por exemplo. Então acabou sobrando espaço só para aqueles colegas que se interessavam ou que já sabiam um pouco mais do que o normal da urgência e emergência”.

SUCESSO

Após a recepção positiva dos assuntos abordados na primeira mesa, o diretor do Sindmepa, Waldir Cardoso subiu ao palco do Cineteatro para parabenizar os palestrantes e elogiar o sucesso do evento organizado pelo Núcleo Acadêmico.

“O Simpósio foi um dos melhores eventos já organizados pelo Sindmepa, tanto em conteúdo como em termos de público. Esta gestão do Núcleo Acadêmico inicia demonstrando que vai fazer um excelente mandato”, afirma Waldir Cardoso.

Waldir Cardoso não escondeu a emoção ao falar sobre a importância do evento

A diretora de pesquisa, Brenda Melo Costa conta que um dos objetivos ao organizar o evento era reunir os acadêmicos presencialmente para que eles pudessem conhecer o espaço, além de participar dos assuntos abordados. “Claro que temos coisas a melhorar para a próxima vez, mas alcançamos a nossa expectativa. Bastante gente correspondeu e interagiu no Instagram também, o que ajuda a desenvolver as redes sociais e aumentar o alcance das pessoas. Isso foi muito legal”, frisou a diretora.

SAÚDE MENTAL

A médica psiquiatra Luciana Brandão foi a palestrante da mesa sobre saúde mental de médicos e estudantes de medicina. Doutora em psicanálise, professora e preceptora, abordou o assunto com sensibilidade ao expor estudos realizados com médicos, que detalham comportamentos específicos de quem enfrenta dificuldades e situações que podem desencadear a sensibilização da saúde mental, e citar medidas preventivas no âmbito profissional, como melhores condições de trabalho, criação de equipes multiprofissionais, conscientização sobre o estresse ocupacional e outros.

Professora na Uepa e preceptora no Ambulatório de Saúde Mental do Cesupa, Luciana Brandão foi ovacionada pelos acadêmicos

“Poder falar para um público jovem a respeito da saúde mental é importante, porque o adoecimento ou o sofrimento psíquico não tem idade predeterminante. A gente pode desde a infância perceber e encontrar pessoas que desenvolvem sim uma certa condição de vulnerabilidade e de sofrimento, muitas vezes chegando as vias de uma patologia se instalar”, pontua. “Falar para os jovens é tentar desenvolver essa sensibilização para uma percepção precoce de algum sinal que já revele o começo de sofrimento, para que a intervenção possa ser o mais breve possível”, disse Luciana.

POEMA E TEATRO

Ao fim da conversa sobre saúde mental, membros do projeto de extensão que Luciana coordena, chamado Laboratório de Artes e Humanidades Médicas da Uepa, recitaram poemas autorais. Participaram da leitura Victória Carollyne Bonfim, Marina do Nascimento, Gabriela de Albuquerque, Erikles Matos e Luciana Brandão Carreira.

Finalizando a noite com muito humor e descontração, o público assistiu à apresentação teatral “Não Me Covid”, da Companhia Paraense de Potoqueiros. A peça em formato de esquete abordou as mais inusitadas situações vivenciadas em tempos pandêmicos, estrelando os atores Eliane Gomes, Kate Por Deus, e Leonardo Sousa.

A peça “Não me Covid” tem produção de Eliane Gomes, Kate Por Deus, Lauro Sousa e Leonardo Sousa

“Durante a pandemia de Covid-19 o fazer artístico se fez imprescindível para o mundo. O Espaço das Artes de Belém tem a honra de apresentar um pouco do que aconteceu durante esse período tão difícil, acreditamos que arte foi e é uma grande ferramenta para nos fazer refletir sobre as questões sociais, sendo ainda melhor quando nos traz uma boa dose de humor”, disse o produtor da peça, Lauro Sousa.

A Semana do Médico 2021 teve como patrocinadores: Projex, Icatu, Robot Genesis, Amazona Digital, MAG Seguros, Seguros Unimed e Sicredi Belém.

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