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Sindmepa debate com empresa atraso de pagamentos e condições de trabalho de médicos

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Reunião com representantes de empresas médicas e profissionais de saúde de Ananindeua, no Sindmepa, debateu atraso de pagamentos e condições de trabalho. Além de médicos das UPAs de Ananindeua, participaram da reunião, na semana passada, representantes das empresas e advogados.

As queixas dos médicos se referem aos atrasos nos pagamentos da remuneração devida e condições de trabalho. A Health & Care, que presta serviços em hospitais da rede pública e privada de Belém, e Região Metropolitana, iniciou a gestão de escalas médicas nas unidades de urgência e emergência em UPAs de Ananindeua em julho deste ano. Segundo a empresa, o atraso de pagamento se deu por conta da demora em receber o repasse por parte da Secretaria Municipal de Saúde de Ananindeua (Sesau). A empresa afirmou ter enviado comunicado aos médicos informando o ocorrido.

Com o atraso do repasse, o pagamento de julho só foi realizado em setembro; o de agosto, em outubro e o pagamento de setembro ainda não foi realizado. Mas, durante a reunião a empresa se comprometeu a pagar o mês de setembro até o dia 10 de novembro. Os meses subsequentes também serão pagos no dia 10 dos meses seguintes, segundo o proprietário da empresa. Foi acordado ainda na reunião que os pagamentos, após os 40 dias da prestação do serviço, serão cumpridos todo dia 10, religiosamente.

Os representantes esclareceram ainda que as UPAs da Cidade Nova e do Icuí são administradas pela Organização Social – Instituto Saúde e Cidadania (Isac). As empresas Health & Care e L.S. Consultoria Médica são quarteirizadas para contratar médicos. Já as Unidades de Pronto Atendimento do Marighella, Distrito, Samu, e as urgências e emergências do Paar e Jaderlândia, são administradas diretamente pela Health & Care, desde julho. O que, segundo os médicos, melhorou a remuneração dos plantões realizados. Durante a reunião, os médicos alertaram ainda sobre a retaguarda hospitalar no município. Pois os profissionais de Ananindeua não possuem ambulatório para atendimento de pacientes com covid-19, fazendo com que a população seja atendida na própria unidade, o que congestiona ainda mais o serviço.

Os diretores do Sindmepa chamaram atenção dos gestores para a manutenção de condições de trabalho adequadas aos profissionais, mesmo que para isso seja necessário cobrar da prefeitura. “Se eles estão gerenciando os médicos, eles têm que dar condições para os médicos trabalharem”, ressaltou o diretor João Gouveia.

Após o diálogo foi definido, e já solicitado pelo Sindmepa, pedido de audiência com a Secretaria de Saúde de Ananindeua para tratar sobre condições de trabalho, contratação de médicos, atraso de pagamento e a retaguarda hospitalar. Serão convidados a participar da audiência os médicos das UPAs e os representantes das empresas prestadoras de serviço.

“Foi muito positiva a reunião. Deixamos claro as premissas do Sindmepa que são: exigência das condições de trabalho, pagamento em dia, que foi acordado; e que não haja retaliação aos médicos, pois não vamos permitir. Assim como o sindicato não admite que o médico não cumpra com seus deveres. Pedimos que eles tenham seus direitos respeitados e que haja uma melhor relação entre a gestão e os médicos”, ressaltou João Gouveia.

Estiveram presentes na reunião o proprietário da Health & Care, Jonathan Souza; a advogada Gilciléia Monte Santos e a administradora, Tatiane Coelho Mazzoni. Os representantes da empresa L.S. Consultoria Médica, Mayara do Nascimento e Jocelino Miranda e os diretores do Sindmepa, João Gouveia, Wilson Machado e Leucy Paz.

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Sindicato dos Médicos do Pará