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Caos nas UPAs de Ananindeua: sobrecarga e falta de segurança aflige médicos

Médicos das Upas Mariguella, Distrito Industrial e Cidade Nova denunciam ao Sindmepa falta de segurança, condições de trabalho e medicamentos básicos. As Upas são administradas pela prefeitura de Ananindeua, mas a empresa Health & Care é a responsável por contratar os profissionais. Embora as unidades sejam de porte II, os médicos afirmam que somente dois profissionais atuam durante os plantões de 12h. Contudo a portaria do Ministério da Saúde prevê pelo menos três médicos por plantão nesta categoria.

De acordo com os relatos, nos plantões de 12h os profissionais costumam atender em média 180 pacientes. Neste tipo de plantão, recomenda-se no máximo que um médico atenda cerca de 50 pacientes, o que já se considera anormal, principalmente em casos de urgência. Os médicos afirmam que já solicitaram a contratação de mais um profissional, mas a OS tem ignorado o pedido.

Mesmo com dois profissionais atendendo nas unidades, a denúncia relata que um deles é obrigado a sair para realizar visitas aos pacientes internados. O que leva ao descumprimento do código de ética médica, configurando abandono de plantão. Além de fazer com que os profissionais realizem serviço duplo o que é proibido, segundo resolução do CFM.

As Upas apresentam ainda graves problemas de segurança. Sem porteiro ou vigias internos, os profissionais contam que já foram ameaçados verbalmente pela população. Um médico foi assaltado na saída da unidade e outro chegou a ser ameaçado com arma de fogo na Upa Mariguella. Mesmo com as denúncias, afirmam que a prefeitura não tem tomado nenhuma medida resolutiva, a não ser enviar a guarda municipal, que quando comparece encontra a situação normalizada.

Outras Upas de Ananindeua também apresentam problemas semelhantes. Entre elas a Upa do Icuí Guajará, unidade de porte III, que também atua com número insuficiente de profissionais e da Águas Lindas, onde médicos relatam que a unidade teve que fechar por falta de medicação e oxigênio.

Em meio às denúncias, o Sindmepa garante que caso aconteça algo com os profissionais, o sindicato irá responsabilizar penalmente tanto a prefeitura de Ananindeua quanto a Secretaria de Saúde.

Outra irregularidade é que não há diretor técnico e nem diretor clínico, eleito por assembleia, em nenhuma das unidades. As condições de trabalho estão ruins, faltam leitos para internação de pacientes e materiais básicos, como soro fisiológico, água destilada, dipirona, cetoprofeno, diclofenaco e dexametasona, em meio a uma epidemia de gripe.

O Sindmepa solicitará esclarecimentos sobre a situação para a empresa Health & Care, assim como também encaminhará ofício para a Secretaria de Saúde de Ananindeua, para a prefeitura, e para o Ministério Público do município pedindo providências.

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