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Janeiro Roxo alerta sobre necessidade de se falar sobre a hanseníase

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Em janeiro é comemorado o Dia Mundial de Combate e Prevenção da Hanseníase, no último domingo do mês. A data é símbolo da campanha Janeiro Roxo e visa chamar a atenção das pessoas para a doença, que tem tratamento e cura. Este ano, o tema da campanha é “Precisamos falar sobre hanseníase”, pois o preconceito ainda é um dos grandes desafios no combate à doença. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 30 mil novos casos da doença são detectados todos os anos no Brasil.

A hanseníase é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium Leprae, também conhecida como bacilo de Hansen; em homenagem à Gerhard Hansen, o médico e bacteriologista norueguês descobridor da doença, em 1873. De acordo com os dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará, a taxa de detecção de hanseníase em 2020 foi de 18,78, a cada 100.000 habitantes. Já em 2021 essa taxa foi de 14,87.

Os sintomas iniciais são manchas na pele, resultando em lesões e perda de sensibilidade na área afetada. Também pode ocorrer fraqueza muscular e sensação de formigamento nas mãos e nos pés. Quando os casos não são tratados no início, a doença pode causar sequelas progressivas e permanentes, incluindo deformidades e mutilações, redução da mobilidade dos membros e até cegueira.

A hanseníase é transmissível pelo ar, principalmente em situações de contato próximo. A maioria da população tem defesas naturais contra a bactéria, mas cerca de 10% da população não têm esses mecanismos de proteção e podem adoecer. Porém assim que o tratamento com antibióticos é iniciado a doença deixa de ser transmissível, por isso é fundamental diagnosticá-la logo no início dos sinais.

No entanto, o tratamento com antibióticos não reverte danos neurais e sequelas causadas pelo diagnóstico tardio. Caso haja um resultado positivo, as pessoas que têm intenso convívio com o infectado também devem procurar o sistema de saúde.

O diagnóstico, tratamento e prevenção da doença são realizados na atenção primária de saúde, UBS’s e Estratégia da saúde da família. Em Belém, os casos mais graves são encaminhados para a URE Estadual Marcello Candia, em Marituba. Em caso de suspeita, procure a unidade mais próxima.

Com informações de Agência Brasil

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Sindicato dos Médicos do Pará