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Entidades lançam campanha de combate à gravidez na adolescência

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Visando conscientizar sobre os riscos para meninas e adolescentes, a campanha de combate à gravidez na adolescência foi lançada no dia 1° de fevereiro e já está incorporada ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estando em vigor desde 2019, por meio da Lei 13.798/2019. De acordo com dados do Sistema Único de Saúde, mais de 19 mil meninas com idade entre 10 e 14 anos engravidaram naquele ano. Para adolescentes na faixa etária de 15 a 19, o número foi ainda maior: 390 mil.

A iniciativa tem como principal objetivo disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da incidência da gravidez na adolescência. Diversos fatores favorecem a gestação precoce, porém a desinformação sobre sexualidade, direitos sexuais e reprodutivos é a principal causa. Além disso, questões emocionais, psicossociais e contextuais também contribuem, inclusive a falta de acesso à proteção social, ao sistema de saúde e o uso inadequado de contraceptivos.

Para a presidente da Sociedade Paraense de Pediatria – Sopape, Vilma Hutim, a gravidez na adolescência é um problema de saúde pública, pois é preciso que as várias frentes se unam para diminuir os casos. “A sociedade civil organizada, as entidades, os órgãos governamentais têm uma tarefa de trabalhar efetivamente as políticas públicas de educação, saúde e atenção à criança e ao adolescente. Perpassa por todos os níveis para que se possa fazer a prevenção da gravidez na adolescência. Essa campanha é intitulada no mês de fevereiro, mas o nosso desafio é o ano todo”, acrescenta.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a gestação nesta fase é uma condição que aumenta a prevalência de complicações para a mãe, para o feto e para o recém-nascido, além de agravar problemas socioeconômicos já existentes. Pensando em reduzir a ocorrência desses casos, a campanha chama atenção também para as consequências causadas por uma gravidez precoce, como o desgaste físico e emocional, além de comprometer os estudos e prejudicar o ingresso das jovens no mercado de trabalho.

“Vários trabalhos mostram que por essas razões, por questões biológicas, socioeconômica, essa questão da maturidade e compreensão da mãe, os filhos de adolescente têm muito mais prevalência de bebês prematuros, de baixo peso, com infecção neonatal e a gente tem uma alta prevalência de sofrimento fetal, problemas de parto e depois do nascimento, como a relação mãe e bebê, amamentação, como cuidar, o nível de responsabilidade, a estrutura familiar, ou seja, são várias complicações”, ressalta a pediatra.

Uma das iniciativas de prevenção mais importante da campanha é a educação. O comportamento sexual responsável e o respeito pelo outro estimulam o uso dos métodos contraceptivos, que ajudam na proteção da gravidez inoportuna e na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis. Segundo dados do SUS, os índices de gravidez na adolescência no Brasil têm reduzido nos últimos anos, mas o país continua tendo um dos piores da América Latina.

No dia 23 de fevereiro, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Sopape realizam o IV Fórum de Prevenção da Gravidez na Adolescência. A programação será um webinário gratuito com início às 14h. Para mais informações: 98136-5400.

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Sindicato dos Médicos do Pará