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Casos de febre amarela no Estado alertam para a importância da vacinação

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Este ano o Pará já registrou dois casos de febre amarela, segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa). Um caso ocorreu em Cametá e o outro em Oeiras do Pará. De acordo com o órgão, o Pará registrou 3 casos da doença em 2019; 1 caso em 2021 e 2 casos em 2022. Ou seja, já se tem o dobro de casos do ano passado antes mesmo do fim do primeiro semestre. Outro alerta de preocupação diz respeito a cobertura vacinal da doença que vem caindo no Estado.

No calendário vacinal, o imunizante contra a febre amarela é direcionado às crianças menores de 1 ano. Segundo a secretaria, a cobertura vacinal no Pará teve uma taxa de 62,60% em 2019, 48,94% em 2020 e 45,31% em 2021. Vale ressaltar que a execução da vacinação é de responsabilidade dos municípios.

A febre amarela se manifesta como uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores, e possui dois ciclos de transmissão: silvestre, quando há transmissão em área rural ou de floresta, e urbano. A transmissão do vírus se dá por meio da picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. A enfermidade tem importância epidemiológica por sua gravidade clínica e potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti.

O Sistema Único de Saúde oferta a vacina contra febre amarela para a população, sendo essa a principal forma de prevenir a doença. A vacina deve ser administrada pelo menos 10 dias antes do deslocamento para áreas de risco, principalmente, para os indivíduos que serão vacinados pela primeira vez.

SINTOMAS

A doença tem como principais sintomas início súbito de febre; calafrios; dor de cabeça intensa; dores nas costas; dores no corpo; náuseas; vômitos; fadiga e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após os sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período, horas a um dia, sem sintomas para então desenvolver a forma mais grave da doença.

Segundo o Ministério da Saúde, em casos graves, a pessoa infectada pode desenvolver complicações, como: febre alta; icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos); hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal); eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem febre amarela grave podem morrer.

Ao se identificar os sintomas, o paciente deve buscar por atendimento na unidade de saúde mais próxima. É importante informar ao médico sobre qualquer viagem a áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas, se tomou a vacina contra a doença e a data da aplicação.

Com informações de O Liberal

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Sindicato dos Médicos do Pará