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Dieta mediterrânea pode reduzir em até 22% o risco de sofrer pré-eclâmpsia, aponta estudo

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Estudo feito por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins aponta que manter uma dieta mediterrânea durante a gravidez pode reduzir em até 22% o risco de sofrer pré-eclâmpsia. O estudo publicado recentemente no Journal of the American Heart Association constatou também que mulheres obesas e diabéticas tinham o dobro de risco de sofrer de pré-eclâmpsia durante a gravidez.

A dieta mediterrânea é baseada na ingestão de alimentos in natura, como frutas, vegetais, legumes, cereais e gorduras boas (azeite, peixes, leite e derivados). Este tipo de refeição descarta produtos ultraprocessados, como comidas congeladas e enlatados. A alimentação baseada em frutas, vegetais e grãos está associada a menos problemas cardíacos e diabetes.

A pré-eclâmpsia é uma condição que afeta cerca de 5% das gestantes e faz com que elas fiquem com a pressão alta, trazendo riscos tanto para mãe quanto para o bebê.

Os pesquisadores examinaram dados de 8.507 gestantes que deram à luz no Boston Medical Center, que trata principalmente populações de baixa renda e minorias étnicas, entre 1998 e 2016. As mulheres, que tinham em média 25 anos, preencheram questionário um a três dias após o parto sobre o que comeram durante a gravidez. Dentre as participantes, 47% eram negras, 28% eram latinas e as demais eram brancas ou de outra etnia.

Como parte do estudo, os pesquisadores deram às mulheres uma pontuação com base em quão próximos seus hábitos alimentares estavam alinhados com uma dieta de estilo mediterrâneo.

Os pesquisadores observaram então que 848 (10%) das mulheres que participaram do estudo desenvolveram pré-eclâmpsia. Mas aquelas que seguiram uma dieta de estilo mediterrâneo durante a gravidez tinham 22% menos probabilidade de sofrer da doença.

As mulheres negras foram as que menos aderiram à dieta mediterrânea durante a gravidez. Por conta disso, elas tinham 78% mais risco de pré-eclâmpsia do que todas as outras que adotaram a alimentação mais natural. Em contrapartida, as mães negras que seguiram a dieta eram 26% menos propensas a sofrer com a condição.
Segundo os autores do estudo, os resultados foram surpreendentes, pois são poucas as intervenções durante a gravidez que produzem algum benefício significativo.

Com informações de Agência O Globo

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