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Conselho Estadual de Saúde aprova resoluções sobre transplantes e escalpelamento

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A situação dos transplantes no Estado esteve em pauta na reunião do Conselho Estadual de Saúde, na manhã de quarta-feira, 25, no Sindmepa. O CES aprovou a resolução com recomendação de reativação do Grupo de Trabalho para Transplante; estudo de viabilidade financeira para a construção de um Hospital de Transplantes no Estado, que será o primeiro na região Norte, e a distribuição regular de medicamentos aos pacientes transplantados. Além disso o tema será abordado na CIB e no COSEMS. Os acidentes com escalpelamento também estiveram em discussão. As pautas e resoluções aprovadas foram propostas pelo diretor administrativo do Sindmepa e membro do CES, João Gouveia.

Ao apresentar a pauta de transplantes no Estado, o diretor do sindicato chamou atenção para a falta de atividades do Grupo de Trabalho para Transplantes. “Estarmos estagnados em termos de transplantes no Estado do Pará. Antes da pandemia o GT Transplante tinha reuniões quase que mensais e até hoje não tivemos reunião. Então nosso objetivo é reativar esse GT e lutar pela implementação do Plano Estadual de Transplante, para que se torne uma política de Estado e não somente de saúde, para que quando o governante mude a gente continue com as ações previstas no Plano Estadual”.

O Sindmepa recebe reuniões do Conselho nos dias 24, 25 e 26 deste mês

No segundo dia de reunião extraordinária na sede do Sindmepa, os conselheiros debateram sobre temas relacionados à saúde, como transplantes, Covid-19 e acidentes com escalpelamento.

O Pará tem em seu registro oficial mais de 450 acidentes de escalpelamento. Dos 72 municípios com influência hidrográfica, 46 locais têm registro deste tipo de acidente. Após expor o tema ao Conselho, Gouveia convidou membros da Comissão Estadual de Erradicação aos Acidentes com Escalpelamento, da qual o Sindmepa faz parte, para apresentar as ações desenvolvidas.

De acordo com dados da Comissão, até o momento foram registrados três acidentes do motor este ano. A vítima mais recente é uma mulher de 78 anos, já em tratamento no Espaço Acolher. Recentemente integrantes do grupo estiveram realizando ações de controle e prevenção junto à Marinha nos municípios de maior incidência dos acidentes, disponibilizando informativos e proteção do eixo do motor aos donos de embarcações.

Membros da Comissão Estadual de Erradicação aos Acidentes com Escalpelamento apresentaram dados recentes e ações de prevenção em vigor

Um dos empecilhos em contabilizar totalmente os casos de escalpelamento está na falta de registro dos casos mais simples. Mas no último dia 09, em reunião da CIB, foram aprovados o Fluxo de atendimento da vítima de AE; Ficha de notificação estadual de AE e Procedimentos Operacionais Padrão (POP), que incluem providências da gestão no local de ocorrência do acidente, atendimento da vítima e primeiros socorros em hospital de urgência e emergência local.

João Gouveia explicou que expôs o tema para ampliar o debate junto a outros segmentos e discutir formas para ampliar as ações de prevenção com material educativo. “Principalmente a cartilha que, na verdade, é um gibi muito elucidativo para as crianças, que são as principais afetadas pelo problema. Além de avaliar a aplicação da Lei Federal que pune os infratores, que são os donos de embarcações, que não procuram fazer a proteção adequada do eixo do motor”.

Entre as resoluções aprovadas pelo Conselho estão a recomendação de criação de comitês municipais nos 72 municípios com influência hidrográfica; pautar o assunto nos Conselhos Municipais de Saúde; intensificar as ações nos 42 municípios com registros de acidentes; intensificar as ações de prevenção por meio de educação para saúde com a Sespa e discutir ações repressivas, conforme a Lei Federal n° 11.970 de 06 de julho de 2009.

“O sindicato não está preocupado somente com a situação dos médicos, também está preocupado com o atendimento à população, porque esses dois assuntos pautados são de interesse coletivo e social. Mostra que o Sindmepa está preocupado com as questões da saúde de um modo geral”, concluiu.

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Sindicato dos Médicos do Pará