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Sindmepa vai pedir exoneração de diretora de UPA por assédio moral a médicos de Ananindeua

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Médicos da Unidade de Pronto Atendimento da Cidade Nova querem a intermediação do Sindmepa para pedir a exoneração da diretora da Unidade por se sentirem assediados moralmente pela gestora. A denúncia de assédio moral chegou ao Sindmepa no início da semana por meio de uma comissão de médicos da própria UPA. A diretoria colegiada do Sindmepa solicitou audiência ao prefeito de Ananindeua, Daniel Barbosa Santos, o dr. Daniel. Caso ele receba a comissão, o Sindmepa vai encaminhar o pedido de desligamento da gestora.

O Sindmepa tomou conhecimento do problema no início desta semana, quando recebeu áudios que mostram a prática de assédio moral por parte da diretora da UPA da Cidade Nova contra um médico da unidade. Além deste episódio, problema semelhante já havia sido denunciado ao Sindmepa no primeiro semestre deste ano, quando a diretora estava à frente da UPA Icuí Guajará.

As denúncias que chegam ao Sindicato dão conta de que a diretora tem ordenado aos médicos que liberem pacientes para suas casas, evitando a permanência nas dependências da UPA, quando estes deveriam permanecer aguardando leitos, para fins de internação. A prática, se comprovada, viola diversos dispositivos do Código de Ética Médica.

A diretora não é médica e, mesmo como gestora, não possui competência funcional para intervir sobre uma decisão que constitui ato médico, explica o assessor jurídico do Sindmepa, Yúdice Andrade. Segundo ele, “a liberação de um paciente com indicação de internação, por um lado, enseja, para o médico, risco de responsabilização ético-profissional, cível e criminal; e por outro, constitui conduta irresponsável, que põe em risco a segurança e mesmo a vida do paciente”.

Se confirmada a audiência com o prefeito de Ananindeua, será apresentada a demanda dos médicos para exoneração da diretora, dado ao entendimento de que ela não possui condições mínimas de desempenhar função tão relevante.

O Sindmepa espera contar com a compreensão do prefeito, que é médico, para evitar a adoção de medidas legais mais severas, que seriam inevitáveis, para assegurar a dignidade do trabalho médico e o melhor interesse da população de Ananindeua.

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Sindicato dos Médicos do Pará