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Médicos do HPSM do Guamá fazem reivindicações ao novo titular da Sesma

Médicos do Pronto Socorro do Guamá tiveram uma primeira reunião, nesta segunda-feira, com o novo gestor da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), o economista Pedro Anaisse, que substituiu o médico Maurício Bezerra na gestão da saúde do município. A reunião foi motivada pela ameaça de paralisação dos médicos do hospital a partir de hoje, 9. Durante a reunião, que contou com participação do diretor do Sindmepa, Waldir Cardoso e a assessoria jurídica do sindicato, foram discutidos os graves problemas que ocorrem no hospital, desde a falta de insumos até os atrasos de pagamentos dos profissionais.

O secretário mostrou-se aberto ao diálogo com o Sindicato e acenou com uma possível regularização dos pagamentos em um prazo de 90 dias, e a reposição dos insumos no mais breve tempo possível.

Com a crise nas Unidades de Pronto Atendimento (Upas) de Belém, médicos do PSM do Guamá estão sobrecarregados, com o agravante de pagamentos atrasados e a falta de medicamentos e insumos no PS. Durante a reunião com o secretário, pediram que os pagamentos voltem a ocorrer até o dia 30 de cada mês, como acontecia na gestão passada.

Anaisse informou que está tomando pé da situação, ressaltou que o final do ano é atípico, porque o orçamento fecha em dezembro e só reabre em janeiro e que ele precisa de tempo também para verificar a relação de plantões médicos realizados e em atraso pelo município. Porém, assumiu que assim que o sistema da Prefeitura abrir será pago o referente a janeiro. Já em fevereiro e março os pagamentos serão realizados entre os dias 5 e 10, como estava sendo feito até então. Além disso, se comprometeu a reunir novamente com os médicos após 90 dias, inicio de abril, para dar uma resposta concreta sobre a reivindicação do pagamento ser feito até o dia 30 de cada mês.

“Durante a reunião ficamos sabendo que a Sesma tem um sistema medieval de aferição dos plantões. Eles confirmam os plantões efetivamente realizados fazendo o cruzamento entre unidades de Saúde, tudo manualmente. Esperamos que a nova gestão torne o processo mais dinâmico, informatizando a gestão de pessoas, colocando a Sesma no século 21”, disse o diretor do Sindmepa, Waldir Cardoso.

Sobre a proposta de 90 dias para regularização dos plantões, o Sindmepa acredita ser um prazo razoável, considerando que o novo secretário acabou de assumir a gestão. Porém, ela será avaliada pelo conjunto de médicos do hospital, que haviam ameaçado paralisar atividades a partir desta segunda-feira, 9, caso os pagamentos não fossem regularizados de imediato. “Vamos conversar com os médicos, mas não podemos garantir que eles aceitarão a trégua solicitada pelo secretário”, disse Waldir Cardoso.

Durante a reunião ficou assegurado que um médico afastado dos plantões da Sesma injustamente poderá voltar aos plantões, se houver necessidade e se for de seu interesse. Também ficou estabelecido que a limitação de 14 plantões não será parâmetro rigoroso, podendo esse número ser ultrapassado, caso haja necessidade, dentro da previsão legal.

O Sindmepa já solicitou audiência ao novo secretário para tratar dos problemas gerais da saúde em Belém e pretende incluir na pauta da reunião a forma de contratação dos profissionais de saúde, hoje sem qualquer segurança jurídica para eles.

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