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Profissionais de saúde do Pará e Amazonas foram os que mais morreram vítimas da pandemia no Brasil, aponta estudo

Médicos que atuam em especialidades básicas foram os mais atingidos pela pandemia de covid 2019 no Brasil, com um expressivo volume de óbitos. A maioria das vítimas eram homens com mais de 60 anos. Entre os profissionais de enfermagem atingidos pela doença a maioria eram mulheres, pretas e pardas, com idade de até 60 anos. Quatro estados de duas regiões registraram a maioria das mortes por conta da pandemia: Pará e Amazonas (Norte) e Rio de Janeiro e São Paulo (Sudeste).

As conclusões fazem parte do artigo científico: Óbitos de médicos e da equipe de enfermagem por COVID-19 no Brasil: uma abordagem sociológica, publicado este mês na plataforma Scielo. O artigo é assinado por diversos estudiosos ligados à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal de São Paulo, Fundação Souza Marques, entre outras instituições.

O estudo considerou os dados de óbitos por COVID-19 no período de março de 2020 a março de 2021 e contabilizou 622 médicos, 200 enfermeiros e 470 auxiliares e técnicos de enfermagem, e cuja análise seguiu a mesma lógica das categorias sociológicas: idade e gênero.

31% dos enfermeiros que morreram por COVID-19 eram brancos, e 51%, pretos e pardos; entre os auxiliares técnicos, 29,6% eram brancos e 47,6% pretos e pardos. Destaca-se o percentual elevado de não informados em ambos os casos. Não há informações sobre cor ou raça disponíveis no CFM.

Sobre a predominância de mortes versus especialidade, o estudo aponta a acupuntura, anestesiologia e cardiologia entre as 10 especialidades que mais registraram perdas de médicos pela covid no período estudado.

“A repercussão desse excesso de mortes para todos, mas particularmente para os profissionais de saúde, foi muito além das tristes consequências diretas da contaminação pelo SARS-CoV-2. As condições de trabalho e de vida, a sobrecarga laboral, os vínculos precários repercutiram inclusive na saúde mental. A síndrome pós-COVID tornou urgente a avaliação da situação”, afirma o artigo.

As pesquisas que estão sendo realizadas na Fiocruz sobre condições de trabalho dos trabalhadores de saúde no contexto pandemia têm mostrado que a vida da maioria deles tem piorado, trazendo pânico e ameaça constante de morte por contágio.

Os autores do trabalho são: Maria Helena Machado, Eleny Guimarães Teixeira, Neyson Pinheiro Freire, Everson Justino Pereira e Maria Cecília de Souza Minayo. Para acessar o artigo na íntegra, clique: https://www.scielosp.org/article/csc/2023.v28n2/405-419/#

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