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Mapa dos médicos no Brasil revela diferenças regionais e de gênero na profissão

A região Norte é a que tem, proporcionalmente, menos médicos atuando, mesmo com o aumento de mais de 250 mil profissionais em diferentes especialidades nos últimos 13 anos, no Brasil.

Essa é a conclusão publicada no mapa da Demografia Médica no Brasil de 2023, pesquisa realizada pela Associação Médica Brasileira (AMB) e a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

O estudo apresenta contagem e perfil de médicos em 55 especialidades, considerando para essa relação médico/população: localização geográfica, número de médicos, população e razão de médicos por 1.000 habitantes.

Em janeiro de 2023, o Brasil contava com 562.229 médicos inscritos nos 27 Conselhos Regionais de Medicina (CRMs), o que corresponde à taxa nacional de 2,60 médicos por 1.000 habitantes.

Os estados brasileiros que possuem maior densidade de médicos por 1.000 habitantes são o Distrito Federal (5,53), Rio de Janeiro (3,77), São Paulo (3,50) e Santa Catarina (3,05). As menores densidades estão no Maranhão (1,22) e Amazonas (1,36) e o Pará é o estado com menor densidade: 1,18 médico para cada 1.000 habitantes.

O diretor do Sindmepa, Wilson Machado, analisa que este resultado se relaciona com a extensão territorial e as deficiências estruturais e históricas da região. “Algumas cidades não têm estradas, os trajetos são feitos por barcos ou via área. O custo de deslocamento é alto, a qualidade da internet é ruim em grande parte delas e a remuneração proposta aos médicos também, até porque não há vinculo, não há segurança. Os médicos acabam ficando ao sabor e ao humor do gestor de ocasião, que pode dispensá-los a qualquer tempo, sem nenhuma segurança. Os recursos de auxilio e diagnóstico aos médicos são precários, os próprios hospitais e unidades de saúde também e isso tudo somado fica a receita para o desinteresse dos médicos de trabalharem nesses locais”, destacou Wilson.

O estudo aponta que o número de médicos especialistas cresceu 84% nos últimos 10 anos no Brasil. Até o ano passado, o Brasil possuía 321.581 médicos com um ou mais títulos de especialistas, o que representava 62,5% dos profissionais em atividade no país. O número total de registros de médicos titulados no país chega a 495.716, o que representa 84% a mais em relação aos registros existentes em 2012.

MAIS MULHERES COM SALÁRIOS MENORES

As mulheres passarão a ser maioria na medicina, já no próximo ano, de acordo com a pesquisa. Esse fenômeno da “feminização” da profissão médica já vinha sendo observado desde 2009 entre os recém-graduados, quando havia 59,5% homens e 40,5% mulheres. Em 2022 a proporção foi de 51,4% de médicos e 48,6% de médicas. Para 2024 a projeção é de que 50,2% do total de médicos no país sejam mulheres.

Nos últimos 13 anos, mais de 250 mil novos médicos entraram no mercado de trabalho no Brasil, resultado direto da abertura de cursos e de vagas de graduação em medicina.

A Demografia também constatou que a desigualdade de renda entre os gêneros ainda é uma realidade. Conforme dados obtidos por meio de declarações junto à Receita Federal referente ao ano-base de 2020, as médicas brasileiras declararam rendimento médio anual 36,3% inferior aos rendimentos declarados por profissionais do sexo masculino.

A diretora do Sindmepa, Nástia Irina, comenta que este cenário é preocupante, porque em 2020 foi observado que os ganhos das mulheres foram 13 mil reais a menos do que a média dos colegas médicos. “As mulheres ganham menos em todas as faixas etárias, segundo a pesquisa, inclusive na faixa de ingresso no mercado de trabalho. Isso coloca um desafio para o Sindmepa para se incorporar à luta pela paridade salarial entre homens e mulheres da categoria. Isso nos coloca, enquanto Sindicato, a obrigação de estar encampando a promoção da igualdade de gênero e estimular que as empresas criem programas para ouvir as médicas e suas reivindicações”.

O estudo foi formulado a partir de três eixos: estudos demográficos da população médica, estudos sobre formação e profissão médica e inquéritos sobre Residência Médica e trabalho médico no Brasil.

Para ler a Demografia Médica no Brasil 2023 (AMB) na íntegra, acesse: https://bit.ly/40FXLFL

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